Trump orienta assessores a prepararem bloqueio prolongado ao Irã, diz imprensa
Presidente dos EUA avalia bloqueio como alternativa menos arriscada que bombardeios e mantém pressão sobre economia iraniana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, orientou seus assessores a se prepararem para um bloqueio de longo prazo ao Irã, considerando a retomada dos bombardeios uma opção mais arriscada. A informação foi publicada pelo Wall Street Journal nesta terça-feira (28), citando autoridades americanas.
"Trump instruiu seus assessores a se prepararem para um bloqueio de longo prazo ao Irã... Durante reuniões recentes, incluindo discussões na Sala de Situação, Trump decidiu continuar pressionando a economia e as exportações de petróleo do Irã, impedindo a entrada ou saída de navios dos portos iranianos", relata a publicação.
Segundo as autoridades, Trump avaliou que retomar os bombardeios ou abandonar o conflito seria mais arriscado do que manter o bloqueio.
A vice-secretária de imprensa dos EUA, Anna Kelly, afirmou ao jornal que o bloqueio supostamente concede aos EUA "máxima influência" sobre o governo iraniano e que Trump só aceitará um acordo que garanta a segurança nacional americana.
Anteriormente, Trump havia anunciado a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, iniciado em 8 de abril, após pedido dos líderes paquistaneses para que Teerã pudesse apresentar propostas unificadas para resolver o conflito.
Apesar da trégua, o presidente americano destacou que o bloqueio naval a todos os portos iranianos permanece em vigor.
As negociações seguintes em Islamabad, capital do Paquistão, terminaram sem avanços, e não há relatos de retomada das hostilidades até o momento. Ainda assim, os EUA iniciaram o bloqueio aos portos iranianos e mediadores buscam viabilizar uma nova rodada de conversas.
O conflito armado entre EUA e Irã teve início em 28 de fevereiro, após ataques conjuntos dos governos Trump e de Israel ao Irã, que resultaram em destruição e mortes de civis. Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra o território israelense e instalações militares americanas no Oriente Médio.
Por Sputinik Brasil