Bolsas europeias fecham sem direção definida em meio a incertezas geopolíticas
Investidores avaliam impactos de tensões no Oriente Médio, cenário político no Reino Unido e balanços de empresas
As bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira, 28, sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio e seus possíveis efeitos econômicos. O mercado também monitora os riscos políticos no Reino Unido, com a possível investigação do primeiro-ministro Keir Starmer, além dos resultados trimestrais de empresas europeias.
Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,11%, atingindo 10.332,79 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuperou 0,18%, fechando em 24.040,29 pontos. O CAC 40, de Paris, caiu 0,46%, para 8.104,09 pontos. Já o FTSE MIB, de Milão, subiu 0,77%, a 48.040,24 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,60%, para 17.799,20 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, registrou elevação de 0,95%, para 9.265,14 pontos. Os dados são preliminares.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã informou aos americanos estar em "estado de colapso" e solicitar a reabertura do Estreito de Ormuz "o mais rápido possível".
Por outro lado, segundo o The Wall Street Journal , Trump mantém ceticismo quanto a uma proposta iraniana que poderá culminar na reabertura do Estreito de Ormuz. O Swissquote Bank ressalta que a permanência elevada, e o chanceler da Alemanha, Freidrich Merz, criticou Washington por envolver-se no conflito com Teerã sem uma estratégia clara.
Os efeitos da guerra já impactam a economia europeia: o Banco Central Europeu (BCE) informou que as expectativas dos consumidores para a inflação na zona do euro nos próximos 12 meses subiram de 2,5% em fevereiro para 4,0% em março, atingindo o maior patamar desde outubro de 2023. Os analistas acreditam que o BCE deve manter os juros inalterados na reunião de política monetária marcada para quinta-feira.
No panorama corporativo, BP e Novartis registraram alta próxima de 1%, enquanto o Barclays recuperou 0,18%, todos reagindo aos balanços relevantes. A Anglo American, por sua vez, teve queda de 2,66% após anunciar a continuidade da simplificação de seu portfólio e reafirmar a orientação para o ano, após um primeiro trimestre considerado “estável”.