MERCADO FINANCEIRO

Bolsas de Nova York fecham sem direção definida em meio a impasse entre EUA e Irã

Tensões geopolíticas e balanços trimestrais de grandes empresas influenciam o humor dos investidores em Wall Street

Publicado em 27/04/2026 às 17:14
Bolsas de Nova York Reprodução

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta segunda-feira, 27, sem direção única. Os investidores mantiveram postura cautelosa diante dos desdobramentos no Oriente Médio, que seguem sem uma solução diplomática clara. A semana também é marcada pela divulgação de balanços corporativos de grandes empresas e pela expectativa em torno da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que servem de referência para o mercado.

O índice Dow Jones recuou 0,13%, fechando aos 49.167,79 pontos. Já o S&P 500 avançou 0,12%, aos 7.173,91 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,20%, encerrando em 24.887,10 pontos.

O Irã apresentou uma proposta para liberar o Estreito de Ormuz, condicionando o avanço das negociações à retirada do programa nuclear das discussões. Segundo o Swissquote, essa medida pode "abrir caminho para a continuação das negociações de paz". No entanto, no fim de semana, pouco progresso foi registrado, já que os EUA cancelaram o envio de negociadores ao Paquistão.

Nesta segunda-feira, o Irã se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que prometeu apoio para alcançar a paz "o mais rápido possível". Antes do encontro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os americanos solicitaram negociações porque não "alcançaram nenhum de seus objetivos" com o conflito.

De acordo com o Swissquote, os principais mercados mantêm um sentimento bullish devido às "esperanças de paz" e aos ganhos "resilientes". Os resultados da Verizon, divulgados nesta segunda, agradaram ao mercado e as ações da empresa subiram 1,53%. Em contrapartida, a Domino's Pizza registrou queda de 8,87%, refletindo o resultado do seu balanço.

Entre os balanços previstos para a semana estão os da Alphabet (1,72%), Amazon (-1,11%), Apple (-1,27%), Meta (0,53%) e Microsoft (0,08%), integrantes do grupo das "Sete Magníficas". A Meta, dona do Facebook, teve leve alta, impulsionada por notícias de que o governo chinês barrou a compra da startup Manus pela empresa. Já a Nvidia subiu 4% e renovou seu recorde de fechamento, atingindo US$ 216,61.

A Qualcomm avançou 1%, após atenuar ganhos que chegaram a mais de 7% no início da sessão, diante de relatos de que estaria trabalhando com a OpenAI no desenvolvimento de processadores para celulares.

No cenário macroeconômico, a expectativa é de que o Fed mantenha os juros inalterados nesta semana, enquanto Kevin Warsh, indicado para presidir o banco central americano, pode ser aprovado.

Com informações de Dow Jones Newswires