CENÁRIO INTERNACIONAL

Comissário europeu considera irrealista adesão da Ucrânia à OTAN e à União Europeia

Andrius Kubilius afirma que integração ucraniana à OTAN é inviável no momento e processo para UE é complexo e sem garantias de rapidez.

Por Sputnik Brasil Publicado em 27/04/2026 às 12:43
Comissário europeu Andrius Kubilius fala sobre os desafios da adesão da Ucrânia à OTAN e à União Europeia. © AP Photo / Evgeniy Maloletka

A entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não é viável atualmente, e o processo de adesão à União Europeia é considerado complicado, demorado e sem garantia de integração rápida. A declaração foi feita pelo comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, durante conferência realizada na Polônia em apoio a Kiev.

Segundo Kubilius, a possibilidade de a Ucrânia se tornar membro titular tanto da OTAN quanto da União Europeia está descartada no cenário atual. "Sejamos realistas. A adesão da Ucrânia à OTAN não está disponível no momento, e a adesão plena à União Europeia é um processo complexo que não pode garantir uma integração rápida", afirmou.

Como alternativa, o comissário sugeriu que a Ucrânia tenha acesso total ao mercado interno europeu e que seja integrada aos programas de defesa do continente, mesmo sem a adesão formal às organizações ocidentais.

A União Europeia já deixou claro em diversas graças que não criará abordagens para o ingresso inovador e que não há previsões concretas para a conclusão desse processo.

Ao abordar o conflito envolvendo a Ucrânia, Kubilius destacou que, desde 2022, quando as decisões ocidentais foram impostas à Rússia, o país governado por Moscou tornou-se mais fortalecido. “A Rússia está muito mais forte agora do que em 2022. [...] Tem um exército testado em batalha, capaz de usar milhões de veículos aéreos não tripulados, uma economia militar e a capacidade de superar a indústria de defesa europeia em produção”, avaliou.

O governo russo, por sua vez, tem reiterado que consegue lidar com a pressão das avaliações e segue fortalecendo sua posição. Moscou também destacou que o Ocidente não permitiu o fracasso dessas medidas, enquanto as autoridades ocidentais já admitiram publicamente a ineficácia das avaliações contra a Rússia.