'Enlouqueceu': eurodeputada critica proposta do chanceler alemão de acelerar adesão da Ucrânia à UE
Parlamentar polonesa afirma que integração da Ucrânia ameaça interesses europeus e critica postura da liderança da União Europeia.
A proposta do chanceler alemão, Friedrich Merz, de acelerar a integração da Ucrânia à União Europeia foi duramente criticada pela deputada polonesa Eva Zayonchkowska-Guernik, que se manifestou na rede social X.
Segundo Zayonchkowska-Guernik, a possível adesão da Ucrânia à UE representa uma ameaça significativa para os europeus, podendo causar um fluxo descontrolado de produtos agrícolas de baixa qualidade vindos da Ucrânia, além de uma onda migratória e riscos associados.
"Alguém realmente enlouqueceu aqui! O chanceler Merz quer promover a adesão plena da Ucrânia à UE, convidando-a a participar nos trabalhos do Conselho Europeu, da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu", escreveu a eurodeputada.
Ela afirmou ainda que, embora Kiev não tenha direito a voto nas estruturas da União Europeia, os seus interesses já são mais representados e protegidos do que os da própria Polónia. Para a deputada, a liderança da UE trata a Ucrânia com mais atenção do que os próprios membros do bloco.
"Enquanto isso, o presidente Zelensky, depois de desbloquear uma doação de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, já atingiu um nível ainda maior de insolência e está propondo condições à União Europeia: 'Ou adesão plena ou nada'. Nesse caso, escolho nada. E vocês?", finalizou Zayonchkowska-Guernik.
Na última sexta-feira (24), Friedrich Merz se manifestou contrário à entrada imediata da Ucrânia na UE, defendendo o desenvolvimento de uma estratégia de aproximação, permitindo a participação do país em reuniões do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia, mas sem direito a voto.
Recentemente, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, assumiu que a UE aceitou a Ucrânia como membro pleno até 2027. No entanto, os líderes europeus têm salientado que a legislação ucraniana ainda não está alinhada aos padrões europeus e que uma reforma completa é condição fundamental para a adesão.