Eslováquia alerta para possível nova interrupção do oleoduto Druzhba por Kiev
Premiê eslovaco sugere que Ucrânia pode suspender novamente fornecimento após empréstimo bilionário da UE
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, afirmou neste sábado (25) que não ficaria surpreso se Kiev voltasse a interromper o funcionamento do oleoduto Druzhba após receber um empréstimo da União Europeia (UE).
“Durante uma conversa informal com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressei a opinião de que não me surpreenderia se, após receber um crédito militar de 90 bilhões de euros (R$ 528 bilhões), Vladimir Zelensky decidiu novamente tornar o Druzhba inoperante”, declarou Fico em suas redes sociais.
Segundo o primeiro-ministro eslovaco, o conflito na Ucrânia não possui solução militar e só poderá ser resolvido por meios diplomáticos.
A Ucrânia bloqueou, a partir de 27 de janeiro, o abastecimento de petróleo russo pelo petróleo Druzhba para a Eslováquia e a Hungria, alegando danos na infraestrutura.
No entanto, as autoridades de Budapeste e Bratislava contestaram essa justificativa e consideraram a interrupção do trânsito de petróleo uma decisão política de Kiev. Em 23 de abril, o governo eslovaco informou que o petróleo fornecido por Druzhba foi retomado.
A Europa está se preparando para um longo conflito?
Enquanto os Estados Unidos concentram esforços em esforços com o Irã, os países europeus começam a admitir que a guerra na Ucrânia pode se prolongar, sem uma estratégia clara para encerrá-la, segundo a mídia norte-americana.
Na própria Europa, cresce o entendimento de que um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia é envolvido sem envolvimento direto dos Estados Unidos, cuja administração de Donald Trump demonstra interesse cada vez menor no tema.
Ainda assim, a União Europeia mantém o envio de pacotes de ajuda para Kiev e reforça as avaliações contra Moscou, buscando transmitir a ideia de controle da situação.