TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

EUA buscam explosivos no Estreito de Ormuz para reabrir passagem estratégica

Operação de desminagem pode durar meses e desafia confiança do comércio marítimo internacional

Publicado em 25/04/2026 às 12:05
EUA buscam explosivos no Estreito de Ormuz para reabrir passagem estratégica AP/Asghar Besharati

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha americana está removendo minas iranianas do Estreito de Ormuz. Especialistas alertam que a varredura por explosivos subaquáticos pode se estender por meses, mesmo após um cessar-fogo frágil entre Washington e Teerã, após semanas de conflito. Atualmente, cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa rota, e restaurar a confiança das empresas de navegação e de segurança é um desafio, já que o Irã pode alegar a existência de explosivos não detectados mesmo após a limpeza.

De acordo com funcionários do Pentágono, em reunião reservada com legisladores nesta semana, a desminagem completa do estreito deve levar aproximadamente seis meses. Questionado sobre o prazo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira, 24, que os militares não especularam sobre um cronograma, mas não negociaram a estimativa. Trump reiterou que planejou o ataque a qualquer embarque que tentasse lançar explosivos e determinou que a Marinha triplicasse o nível de atividade das equipes de varredura. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla, que inclui o bloqueio de portos iranianos, apreensão de navios ligados a Teerã e uma nova rodada de negociações de paz no Paquistão neste fim de semana.

A operação envolve navios de combate equipados com drones subaquáticos, que utilizam sonares e outras tecnologias para localizar e destruir explosivos, além de técnicos e mergulhadores especializados. Duas caça-minas da classe Avenger foram deslocadas do Japão para reforçar a frota no Oriente Médio. Analistas do setor destacam que a estratégia iraniana explora o fator psicológico, pois a percepção de risco leva as empresas a operar com cautela ou alterar rotas em direção à costa do Irã. As seguradoras já inseriram cláusulas exigidas contato prévio com autoridades iranianas para garantir a passagem, buscando proteger embarques contra missões, drones e apreensões.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast