PM que matou mulher na zona leste de SP é suspensa do cargo e terá recolhimento domiciliar
Policial militar Yasmin Cursino Ferreira está proibida de portar arma, manter contato com testemunhas e familiares da vítima e deixar a comarca sem autorização judicial. Decisão foi tomada após análise preliminar indicar excesso no uso da força.
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, responsável pela morte da ajudante geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, foi suspensa da função por decisão judicial.
A agente também está proibida de portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e familiares da vítima, além de não poder deixar a comarca sem autorização judicial. Ela deverá permanecer em recolhimento domiciliar entre 22h e 5h.
As medidas foram determinadas na última quarta-feira, 22, pela Justiça, a pedido da Polícia Civil e com concordância do Ministério Público de São Paulo, que confirmou a decisão. Segundo o juiz Antônio Carlos Ponte de Souza, "há elementos suficientes de materialidade e indícios de autoria que justificam as restrições".
De acordo com o magistrado, os elementos reunidos até o momento indicam que a conduta da agente "extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal", apontando, em análise preliminar, para "impulsividade, descontrole emocional e desproporcionalidade".
Thawanna foi baleada no tórax durante uma abordagem policial no início de abril, na Rua Edimundo Audran. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Santa Marcelina, mas morreu horas depois devido a hemorragia interna aguda, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Imagens de câmera corporal do PM Weden Silva, que também participou da ocorrência, mostram o início da discussão entre os agentes, Thawanna e o marido, Luciano Gonçalves dos Santos, após um incidente envolvendo a viatura. Em seguida, a discussão se intensifica e a policial efetua o disparo. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.