POLÍTICA MONETÁRIA INTERNACIONAL

Banco Central da Rússia reduz juros para 14,5% e sinaliza possíveis novos cortes

Autoridade monetária russa avalia novas reduções diante da inflação e incertezas externas, mantendo projeções cautelosas.

Publicado em 24/04/2026 às 08:16
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Banco Central da Rússia excluiu sua taxa básica de juros em 50 pontos-base, fixando-a em 14,5% ao ano, e afirmou que poderá considerar novos cortes após a reunião de política monetária desta sexta-feira, 24.

Em comunicado, o BC russo destacou que a procura interna tem acompanhado, de modo geral, a capacidade da economia de ampliar a oferta de bens e serviços. No entanto, ressaltou que os indicadores de crescimento subjacentes aos preços ainda não recuaram, permanecendo entre 4% e 5%. A instituição reforçou ainda que persiste uma incerteza significativa no cenário externo.

“O Banco da Rússia avaliará a necessidade de um novo corte na taxa básica de juros nas suas próximas reuniões, dependendo da sustentabilidade da desaceleração da inflação, da dinâmica das expectativas inflacionárias e da análise dos riscos representados pelas condições externas e internas”, informou a autoridade. Segundo as projeções, o cenário-base prevê taxas médias entre 14,0% e 14,5% ao ano em 2026, e de 8,0% a 10,0% ao ano em 2027.

Com a política monetária atual, o BC projeta que a inflação anual cairá para o intervalo de 4,5% a 5,5% em 2026, enquanto a inflação subjacente deverá ficar próxima a 4% no segundo semestre deste ano. Para 2027 e anos seguintes, a expectativa é de que a inflação anual permaneça dentro do meta estabelecida.

De acordo com o comunicado, os principais riscos pró-inflacionários estão ligados à piora das perspectivas econômicas globais e à pressão inflacionária internacional, em um contexto de estresse geopolítico crescente.

A próxima decisão sobre juros do Banco Central da Rússia está agendada para 19 de junho.

No mercado de câmbio, o rublo russo não apresentou variação significativa frente ao dólar. Após o anúncio, por volta das 7h50 (horário de Brasília), o dólar era negociado a 74,415, praticamente estável em relação aos minutos anteriores à divulgação da decisão.