Abecip: crédito imobiliário alcança R$ 18,5 bi em março, salto de 53,9% puxado pela Caixa
Financiamentos habitacionais registram forte alta no início de 2024, impulsionados pela Caixa Econômica Federal, e atingem o quarto melhor resultado mensal da história.
O crédito imobiliário apresentou forte avanço no início deste ano, impulsionado principalmente pelo aumento nos desembolsos da Caixa Econômica Federal, conforme levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Em março, os financiamentos atingiram R$ 18,5 bilhões, o que representa uma alta de 56,9% em relação a fevereiro e um crescimento de 53,9% na comparação com o mesmo mês de 2023. O desempenho configura o quarto melhor resultado mensal da série histórica, beneficiando a aquisição de 54,6 mil imóveis.
No acumulado do primeiro trimestre, os financiamentos totalizaram R$ 42,4 bilhões, montante 11,9% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Já nos últimos 12 meses encerrados em março, o setor somou R$ 160,8 bilhões em concessões, ainda refletindo uma queda de 13,5% frente aos 12 meses precedentes.
O levantamento da Abecip considera apenas as linhas de crédito com recursos provenientes da caderneta de poupança, majoritariamente destinadas à compra e construção de imóveis para classes média e alta, geralmente acima de R$ 600 mil. Não entram na pesquisa financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), voltados ao programa Minha Casa Minha Vida, com imóveis abaixo desse valor.
A associação também passou a divulgar os empréstimos realizados com recursos livres dos bancos. Em março, essas operações somaram R$ 2,01 bilhões, alta de 47,7% em relação a fevereiro e crescimento de 19,7% frente ao mesmo mês do ano passado. No trimestre, o volume chegou a R$ 5,64 bilhões, aumento de 5,9% na comparação anual.
Ranking dos bancos
A Caixa Econômica Federal liderou a concessão de crédito imobiliário com recursos da poupança no primeiro trimestre, desembolsando R$ 21,4 bilhões — um salto de 68,5% em relação ao mesmo período de 2023.
O Itaú Unibanco ficou em segundo lugar, com R$ 10,2 bilhões, registrando queda de 5,5% no período.
O Bradesco alcançou R$ 6,7 bilhões, retração de 20,2%.
O Santander contratou R$ 3 bilhões, crescimento de 15,4%.
O BRB financiou R$ 647 milhões, recuo de 51%.
O Banco do Brasil desembolsou R$ 175 milhões, queda expressiva de 89%, a maior baixa do setor.