DIPLOMACIA E BOM HUMOR

Lula diz que vai levar pé de jabuticaba para acalmar Trump

Presidente sugere que fruta brasileira pode ajudar a aliviar tensões diplomáticas com EUA e China

Publicado em 23/04/2026 às 16:25
Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (23), durante visita à sede da Embrapa em Planaltina, no Distrito Federal, que pretende levar jabuticaba para os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de "acalmá-lo".

"Agora, quando eu viajar vou levar um pezinho de jabuticaba para o Xi Jinping, para o Trump para enganá-lo. Jabuticaba é calmante. Levar maracujá", disse Lula, ressaltando: "O Brasil tem um potencial extraordinário, mas muitas vezes não sabemos aproveitar" .

Em julho do ano passado, Lula já havia ironizado Trump ao afirmar que levaria jabuticabas ao presidente norte-americano, pois quem consome a fruta não fica de "mau humor" e "não precisa de briga tarifária".

"Eu vim chupar jabuticaba de manhã, porque duvido que alguém que chupe jabuticaba fique de mau humor. Vou levar jabuticaba para você, Trump, e você vai perceber que o cara que vem jabuticaba de manhã, num país que só ele dá, não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e muita relação diplomática", declarou Lula à época, em tom de ironia.

A declaração desta quinta-feira ocorre em meio às recentes tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, após a expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo. Após o episódio, Lula afirmou que poderia agir com “reciprocidade” em relação aos EUA.

Na quarta-feira (22), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que retirou as credenciais de um servidor do departamento de imigração dos Estados Unidos que atuava em Brasília. Com isso, o policial americano deixou de ter acesso à PF. Andrei afirmou que a decisão foi tomada pelo “princípio da reciprocidade”.

Lula elogiou o diretor da PF, afirmando: "O que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam satisfeitos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade" , declarou.