MERCADOS INTERNACIONAIS

Bolsas da Europa fecham sem direção única com tensões no Oriente Médio e balanços no radar

Escalada geopolítica e dados econômicos fracos elevam cautela; balanços e petróleo influenciam volatilidade

Publicado em 23/04/2026 às 13:13
Bolsas da Europa Ilustração

As bolsas europeias encerraram o pregão desta quinta-feira, 23, sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante da intensificação das tensões no Oriente Médio e do avanço nos preços do petróleo. O cenário foi agravado por uma série de balanços corporativos e indicadores econômicos, que adicionaram volatilidade aos mercados.

Dados econômicos abaixo do esperado na zona do euro, além da revisão para baixo das projeções de crescimento da Alemanha, aumentaram as preocupações sobre o impacto econômico do conflito, limitando uma recuperação mais consistente dos índices.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,19%, fechando aos 10.457,01 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 24.180,68 pontos. Já em Paris, o CAC 40 avançou 0,87%, a 8.227,32 pontos. O FTSE MIB de Milão subiu 0,26%, a 47.907,41 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,53%, a 17.910,60 pontos, enquanto o PSI 20 de Lisboa teve alta de 0,25%, a 9.208,77 pontos. Os números são preliminares.

O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu para 48,6 em abril, sinalizando contração, enquanto o indicador da Alemanha recuou para 48,3. O Ministério da Economia alemão reduziu pela metade a projeção de crescimento do país em 2026, para 0,5%, citando a guerra entre Irã e EUA e o fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo a XTB, o aumento do bloqueio naval americano dificulta negociações de paz e impacta diretamente o fluxo global de petróleo e comércio. Já o ING alertou para o risco de interrupções prolongadas na oferta.

Entre os destaques corporativos, a L'Oréal subiu cerca de 9% em Paris, impulsionando o índice francês após divulgar o melhor crescimento trimestral em dois anos. Em Zurique, a Nestlé avançou quase 6% com vendas orgânicas acima do esperado, enquanto a Roche ganhou 3% após reafirmar projeções.

A STMicroelectronics disparou quase 14,5% com resultados robustos e perspectivas favoráveis para receitas ligadas à inteligência artificial (IA). A Nokia (+5,6%) também se destacou após lucro acima do previsto. Na contramão, a Heineken caiu cerca de 1,2% em Amsterdã devido à fraqueza nas vendas de cerveja.

Com informações da Dow Jones Newswires