VIOLÊNCIA POLICIAL

Comando da PM do Rio pede prisão de policiais envolvidos na morte de empresário

Daniel Patrício Oliveira, de 29 anos, foi morto com 23 tiros durante abordagem policial na Pavuna; PMs serão transferidos para unidade prisional.

Publicado em 23/04/2026 às 07:38
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro determinou a prisão de dois policiais envolvidos na morte do empresário Daniel Patrício Oliveira , de 29 anos, durante uma abordagem na Pavuna, zona norte da capital fluminense. O episódio ocorreu na madrugada desta quarta-feira, 22. Segundo familiares, Daniel foi atingido por 23 tiros.

“O comando da corporação, após apuração de sua Corregedoria-Geral e da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), determinou a prisão em flagrante de dois policiais militares envolvidos na ocorrência”, informou a Polícia Militar em nota.

De acordo com a corporação, a análise das imagens das operações operacionais esportivas (COPs) revelou acusações de homicídio doloso por parte dos policiais. A defesa dos PMs ainda não foi localizada.

“A confecção do auto de prisão em flagrante (APF) segue em andamento e, logo após, os militares serão transferidos à unidade prisional (UP) da corporação, em Niterói”, acrescentou a nota.

A Polícia Militar afirma colaborar integralmente com as investigações da Polícia Civil, que apura o caso por meio da Delegacia de Homicídios.

Mais cedo, um PM informou que agentes do 41º BPM (Irajá) realizaram patrulhamento na região quando abordaram um veículo. Durante a ação, um homem foi atingido por tiros e não resistiu aos ferimentos. A corporação não detalhou o motivo da abordagem.

Já a família da vítima acusa os agentes de terem atirado contra Daniel sem justificativa. O empresário voltava de uma festa com outros três amigos no veículo.

Em entrevista à TV Globo, a irmã da vítima relatou que ele foi alvejado com 23 tiros. "Vinte e três tiros não são ordem de parada. Não houve revisão, porque não havia arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado, desse Estado despreparado que atira para matar", afirmou.

O corpo de Daniel foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais.