Moscou denuncia ataques ucranianos contra civis e reforça necessidade de operação militar
Porta-voz do Kremlin afirma que ofensivas contra alvos civis são frequentes e justificam ações militares na Ucrânia
Ataques contra civis e infraestrutura civil são uma realidade enfrentada pela Rússia, afirmou nesta quarta-feira (22) o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov.
"Ataques contra alvos civis e infraestrutura civil são uma realidade que enfrentamos; é por isso que a operação militar especial continua na Ucrânia", declarou Peskov, ao comentar o ataque de drone ucraniano à cidade russa de Syzran.
De acordo com o porta-voz, alcançar os objetivos da operação militar é essencial para proteger a Rússia de futuras ameaças terroristas vindas de Kiev.
"Alcançar esses objetivos nos permitirá nos proteger, no futuro, do perigo representado por atos terroristas desse tipo realizados pelo regime de Kiev", afirmou.
Mais cedo, o governador da região de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, informou que um ataque de drone ucraniano causou o desabamento parcial da entrada de um prédio residencial em Syzran, deixando 12 feridos, além da morte de uma mulher e uma menina.
Desde o início da operação militar russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, episódios como esse tornaram-se frequentes. Segundo o presidente Vladimir Putin, a ofensiva visa proteger a população de Donbass do que ele classificou como "genocídio perpetrado pelo regime de Kiev" e responder aos riscos à segurança nacional gerados pela expansão da OTAN para o leste.
Os ataques com drones lançados a partir da Ucrânia contra alvos militares e civis em território russo se intensificaram desde então.
Zona de segurança na fronteira
Na terça-feira (21), o presidente Putin afirmou que a criação de uma zona de segurança na fronteira da Rússia com a Ucrânia está em andamento. "A zona de segurança está sendo criada no território fronteiriço. Continuaremos a agir dessa forma até eliminarmos a ameaça às nossas regiões fronteiriças", declarou durante reunião com autoridades locais.
Putin também destacou que a situação nas regiões fronteiriças, incluindo Kursk, permanece complexa, ressaltando a necessidade de garantir que os moradores dessas áreas possam reconstruir o que perderam e seguir em frente.
O presidente russo reafirmou sua confiança no cumprimento dos objetivos da operação militar na Ucrânia e afirmou que os adversários de Moscou já discutem como formalizar uma possível vitória russa.
Por Sputnik Brasil