Venezuela busca recuperar US$ 5 bilhões ao retomar relações com FMI e nega novo endividamento
Ministro Diosdado Cabello afirma que objetivo é reaver ativos bloqueados e não contrair novas dívidas; recursos devem ser destinados a setores estratégicos.
A reaproximação entre Venezuela e Fundo Monetário Internacional (FMI) tem como foco principal a recuperação de cerca de US$ 5 bilhões (R$ 24,9 bilhões) pertencentes ao país. A informação foi confirmada pelo ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello.
Segundo Cabello, esses valores fazem parte dos ativos venezuelanos retidos no FMI e só poderão ser devolvidos se Caracas voltar a integrar plenamente o sistema do organismo.
"A única maneira de recuperarmos esses US$ 5 bilhões, que pertencem ao povo venezuelano, é participando novamente do sistema do Fundo Monetário Internacional", declarou o ministro durante um ato com movimentos sociais no estado de Cojedes.
O ministro enfatizou que o governo não busca contrair novas dívidas, mas sim reaver recursos já existentes, que deverão ser destinados a áreas estratégicas como energia elétrica, saúde e reajustes salariais.
Durante o evento, realizado como parte da "Grande Peregrinação" — mobilização que pede o fim das sanções dos Estados Unidos —, Cabello destacou que as medidas restritivas impostas a Caracas tiveram um impacto "terrível" sobre a população venezuelana.
De acordo com o ministro, as sanções fazem parte de uma campanha internacional contra o país. Representantes de setores locais também relataram efeitos diretos das restrições, como limitações no acesso a tecnologias para hospitais e universidades.
Após anos de isolamento, a Venezuela avançou recentemente na normalização de suas relações com organismos financeiros internacionais, o que pode abrir caminho para o acesso a recursos e à reestruturação econômica do país.
Por Sputnik Brasil