INDICADORES ECONÔMICOS

Economia argentina recua 2,6% em fevereiro, maior queda mensal desde 2023

Após dois meses de alta, atividade econômica da Argentina sofre retração significativa, segundo o INDEC

Por Sputinik Brasil Publicado em 22/04/2026 às 19:50
Indicadores do INDEC mostram maior queda mensal da economia argentina desde 2023. © AP Photo / Victor R. Caivano

Após dois meses consecutivos de crescimento, a economia argentina registrou retração de 2,6% em fevereiro em relação a janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Nacional de Estadística y Censos de Argentina (INDEC).

Na comparação com fevereiro do ano passado, o recuo foi de 2,1% na medição dessazonalizada. Trata-se da maior queda interanual desde setembro de 2024, quando a economia do país havia recuado 2,4%. Já a perda em relação ao mês anterior é a mais expressiva desde dezembro de 2023.

Os dois meses anteriores vinham mostrando resultados positivos, alimentando expectativas de recuperação da atividade econômica argentina.

Na comparação com janeiro de 2025, oito setores apresentaram alta, com destaque para a pesca, que cresceu 14,8%, e para a exploração de minas e pedreiras, com avanço de 9,9%.

Por outro lado, sete setores tiveram queda na comparação interanual, especialmente a indústria de transformação (-8,7%) e o comércio (-7%). Juntos, esses dois segmentos contribuíram com uma redução de 2,2 pontos percentuais na variação interanual.

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, minimizou os dados negativos em suas redes sociais:

"Além da queda pontual de fevereiro, a tendência subjacente, medida pelo indicador tendência-ciclo, continuou em terreno positivo, com alta de 0,1%. Esse indicador acumula quase dois anos de expansão ininterrupta […]. Em 2026, o mês teve dois dias úteis a menos do que em 2025, além de ter sido registrada uma greve geral", justificou.