QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Dia Nacional Jovem Aprendiz: lei impulsiona a inclusão e iniciativas abrem oportunidades para a juventude rural

Iniciativas baseadas na Lei da Aprendizagem qualificam mais de 1.200 jovens com formação em gestão e empreendedorismo para o futuro no campo

Por Assessoria Publicado em 22/04/2026 às 14:55
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Abril de 2026 – Em um país em que milhões de jovens ainda enfrentam barreiras para conseguir o primeiro emprego e qualificação profissional, o Dia Nacional do Jovem Aprendiz, celebrado em 24 de abril, chama atenção para um dos principais instrumentos de inclusão produtiva no Brasil, a Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097/2000). Criada para ampliar o acesso de adolescentes e jovens ao mercado de trabalho formal, a legislação combina formação técnico-profissional, geração de renda e proteção social, pilares fundamentais para o desenvolvimento de novas gerações.

A lei prevê a contratação de jovens entre 14 e 24 anos por empresas de médio e grande porte, garantindo carteira assinada, remuneração e acesso à formação técnico-profissional. A medida se torna ainda mais importante no ambiente rural, onde as oportunidades são mais restritas. Segundo o IBGE, 14,7% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos vivem no meio rural, o que representa uma parcela relevante da população brasileira e que enfrenta desafios de acesso à qualificação profissional, além da falta de perspectivas de permanência no campo. 

A aprendizagem profissional surge como uma alternativa estruturada para o mundo do trabalho, mas que vai além  do emprego, contribuindo para o fortalecimento das comunidades, incentivando a sucessão familiar e a valorização do trabalho qualificado no meio rural, reposicionando o campo como espaço de oportunidade e inovação.

Experiências como a do Instituto Crescer Legal têm contribuído para adaptar a Lei da Aprendizagem ao contexto de aprendizagem profissional rural. A iniciativa, que completa 11 anos em abril, desenvolveu um modelo inovador que permite que jovens se qualifiquem em suas comunidades, com formação em gestão rural e empreendedorismo, sem precisar migrar para centros urbanos. Eles são contratados e remunerados como aprendizes por indústrias, mas não trabalham na empresa. As atividades teóricas e práticas simuladas do curso são conduzidas pela equipe do Instituto em espaços cedidos por municípios parceiros.

Pesquisa realizada em 2025 pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) com jovens egressos de programas de aprendizagem profissional rural do Instituto Crescer Legal aponta que:

  • 73% passaram a acessar novas oportunidades profissionais após a formação
  • 80% ampliaram conhecimentos em empreendedorismo e gestão
  • 71% desenvolveram habilidades de comunicação e expressão
  • 65% fortaleceram o pensamento crítico e o engajamento comunitário
  • 49% aumentaram o interesse em permanecer no meio rural

Essa mudança é percebida na prática por jovens que vivenciam a experiência. É o caso de Rafael Elias Muller. Ele ingressou aos 16 anos no curso de Gestão Rural e Empreendedorismo do Instituto Crescer Legal como Jovem Aprendiz Rural em Paraíso do Sul (RS). “No início, eu ainda não sabia muito bem o que queria e reconhecia pouco as potencialidades do meio rural. Por meio dos estudos que realizamos no curso, percebi a riqueza da propriedade rural da minha família e as possibilidades de empreender”, conta Rafael.

Hoje com 20 anos, o jovem atua na produção de tabaco, milho, hortaliças e outras culturas ao lado da família e planeja consolidar seu projeto de vida no campo. Além da decisão de permanecer na atividade rural, Rafael destaca ganhos comportamentais e de gestão proporcionados pela formação, como melhoria na comunicação, convivência em grupo e entendimento da importância da gestão eficiente, diversificação de plantio e adoção de tecnologias. Histórias como essa ajudam a explicar por que iniciativas estruturadas de aprendizagem têm ganhado relevância no debate sobre desenvolvimento rural.

Com 1.220 jovens certificados e 178 aprendizes participando do programa neste ano, a formação do Instituto Crescer Legal demonstra como a articulação entre setor produtivo, educação e responsabilidade social pode gerar impacto consistente na trajetória dos participantes e no fortalecimento das economias locais.

Para Nádia Fengler Solf, gerente do Instituto Crescer Legal, o avanço da aprendizagem no campo responde a uma demanda estrutural do país. “Quando criamos oportunidades qualificadas para os jovens no meio rural, não estamos falando só de emprego. São transformações das realidades de jovens que ampliam seus horizontes de escolha para o futuro, inclusive para a sucessão no campo,  além da importância de seguirem se desenvolvendo. Cada jovem que passa pelo Instituto leva consigo muito mais que o conhecimento, mas uma nova visão sobre seu potencial e suas possibilidades”, destaca Nádia. 

Ao conectar educação profissional e desenvolvimento local, a Lei da Aprendizagem coloca-se como alternativa para a atuação de organizações como o Instituto Crescer Legal promoverem oportunidades para a juventude rural, engajando as novas gerações no setor de agronegócios, responsável por mais de 23% do PIB brasileiro. 

SOBRE O INSTITUTO CRESCER LEGAL - O Instituto Crescer Legal tem sede em Santa Cruz do Sul/RS e atuação em 25 municípios dos três estados do Sul do Brasil com o pioneiro Programa de Aprendizagem Profissional Rural. Saiba mais em www.crescerlegal.com.br.