ENERGIA

Aneel aprova reajuste médio de 5,85% nas tarifas da Neoenergia Coelba

Consumidores de alta tensão terão aumento de 10,21%, enquanto baixa tensão terá reajuste de 4,19%; medida entra em vigor imediatamente

Publicado em 22/04/2026 às 12:26
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira, 22, o Reajuste Tarifário Anual de 2026 para a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Neoenergia Coelba). O reajuste terá efeito médio de 5,85% para os consumidores, com vigência a partir de hoje.

De acordo com o diretor-relator Gentil Nogueira de Sá Júnior, os consumidores atendidos em alta tensão terão aumento médio de 10,21%, enquanto os de baixa tensão enfrentarão reajuste de 4,19%. No grupo de baixa tensão, o impacto será de 3,93% para residências (B1), 4,68% para o setor rural (B2), 4,67% para outras categorias (B3) e 4,78% para iluminação pública (B4).

O reajuste reflete a atualização dos custos das Parcelas A e B, a inclusão de componentes financeiros apurados no ciclo atual e a retirada de componentes do ciclo anterior. A variação dos custos da Parcela A contribuiu com 4,14 pontos percentuais no efeito médio, enquanto a Parcela B teve impacto negativo de 0,87 ponto percentual.

O voto do relator também destacou a antecipação, a pedido da distribuidora, do reconhecimento de recursos vinculados ao Uso de Bem Público (UBP), no valor de R$ 991 milhões, que serão arrecadados via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa medida reduz o efeito tarifário em 6,35 pontos percentuais, mesmo diante de incertezas quanto ao critério de rateio dos recursos. Sem essa antecipação, o reajuste médio seria de 12,43%.

O diretor ressaltou que, caso o rateio efetivo resulte em insuficiência de recursos, poderá haver recomposição por meio de Revisão Tarifária Extraordinária, prevista para julho de 2026.

A Neoenergia Coelba atende cerca de 6,92 milhões de unidades consumidoras na Bahia. No reajuste anual de 2025, o efeito médio percebido pelos consumidores havia sido de 2,05%.