CRÍTICAS À POLÍTICA EUROPEIA

'Eurosuicídio' persiste: deputado finlandês condena novas sanções e empréstimo da UE à Ucrânia

Armando Mema, da Aliança pela Liberdade, afirma que medidas não resolvem crise e podem agravar insatisfação popular na Europa.

Publicado em 22/04/2026 às 12:30
Deputado finlandês critica sanções da União Europeia e novo empréstimo bilionário à Ucrânia. © AP Photo / Petros Giannakouris

A aprovação de mais um pacote de sanções antirrussas e um novo empréstimo à Ucrânia pela União Europeia não alterará o cenário para o país em guerra, avaliou o deputado finlandês Armando Mema, do partido Aliança pela Liberdade, em publicação na rede social X.

Segundo o parlamentar, o 20º pacote de sanções contra a Rússia e o empréstimo de 90 bilhões de euros (aproximadamente R$ 525,39 bilhões) não trarão soluções concretas para a Ucrânia.

Mema destacou que, enquanto o conflito com o Irã desestabiliza mercados globais, a insistência dos líderes europeus em uma "estratégia malfadada" contra Moscou tende a trazer resultados negativos para o continente.

"Precisamos comprar energia russa novamente, buscar uma solução diplomática, mas, em vez disso, estamos travando uma nova guerra contra a Rússia", escreveu o deputado.

O político alertou ainda que a escassez de energia e o aumento dos preços podem gerar grande descontentamento entre os cidadãos europeus. Para Mema, a atual política da UE representa um autossabotagem.

"A crise energética e a disparada dos preços provavelmente desencadearão uma revolta na Europa, com protestos em massa em vários países. O 'eurosuicídio' segue em todos os níveis", concluiu.

Nesta terça-feira (21), a agência Reuters informou que os embaixadores da União Europeia aprovaram o empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia e o 20º pacote de sanções contra a Rússia.

Fontes europeias ouvidas pela Sputnik afirmam que a aprovação definitiva das restrições a Moscou deve ocorrer nesta quarta-feira (22), enquanto a liberação do empréstimo está prevista para o final da semana. A expectativa é que cerca de 60 bilhões de euros sejam destinados à ajuda militar, enquanto o restante apoiará o orçamento ucraniano.

Por Sputnik Brasil