Irã responde a Trump com ironia em vídeo de IA e alerta para riscos no setor energético
Vídeo produzido por inteligência artificial ironiza cessar-fogo e amplia tensão entre os países; Irã ameaça infraestrutura petrolífera na região.
O Irã divulgou, por meio da mídia estatal, um vídeo em que manda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "calar a boca". A peça, marcada por tom de deboche, foi publicada após o anúncio da prorrogação do cessar-fogo no conflito entre os dois países.
O prazo inicial da trégua se encerraria na noite desta quarta-feira, 22, data em que o vídeo foi divulgado, mas acabou sendo estendido até a conclusão das negociações. A decisão foi comunicada pelo próprio presidente americano em seu perfil no Truth Social.
Produzido com o uso de inteligência artificial e veiculado pela agência Fars, o vídeo mostra Trump ao lado de membros de seu governo, sentados à mesa de negociações e aguardando representantes iranianos. Durante a encenação, o personagem do presidente repete declarações em tom ameaçador.
"Se o Irã não vier negociar, vamos bombardeá-los", diz o personagem em um dos trechos. Em seguida, um bilhete atribuído ao governo iraniano chega à mesa, trazendo a mensagem: "Trump, cale a boca".
O personagem de Trump reage com surpresa e, logo depois, anuncia a extensão da trégua “a pedido do Paquistão”. A produção termina ao som de risadas, reforçando o tom irônico.
Enquanto persistem as incertezas sobre a retomada das negociações, a tensão se estende ao campo econômico, especialmente ao setor energético. Um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica alertou que os países da região que permitirem o uso de seus territórios ou instalações para ações contra o Irã poderão sofrer impactos diretamente em sua produção de petróleo.
De acordo com declarações divulgadas pela mídia estatal, o militar afirmou que a lista de possíveis alvos foi ampliada, incluindo agora não apenas instalações militares, mas também campos petrolíferos e refinados estratégicos do Oriente Médio. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Bahrein foram citados como potenciais pontos de interesse, sem maiores detalhes.