MERCADO FINANCEIRO

Bolsas de Nova York fecham em queda com impasse nas negociações de paz no Oriente Médio

Incertezas sobre diálogo entre Estados Unidos e Irã, além de balanços corporativos, influenciaram o desempenho dos índices americanos nesta terça-feira.

Publicado em 21/04/2026 às 17:33
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As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta terça-feira, 21, em queda, refletindo as incertezas e informações desencontradas sobre a continuidade das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, um dia antes do término do cessar-fogo de duas semanas entre os dois países.

O S&P 500 recuou 0,63%, fechando aos 7.064,01 pontos. O Dow Jones caiu 0,59%, para 49.149,38 pontos, enquanto o Nasdaq baixou 0,59%, encerrando em 24.259,96 pontos.

Uma segunda rodada de negociações estava prevista para hoje em Islamabad, capital do Paquistão. No entanto, ao longo do dia, circularam informações de que as conversas teriam sido suspensas. Autoridades paquistanesas afirmaram que continuam tentando trazer o Irã de volta à mesa de negociações. O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que seu governo "recebeu algum sinal" de que os Estados Unidos estariam dispostos a encerrar o bloqueio aos portos iranianos, o que poderia viabilizar a retomada do diálogo. Pouco antes do fechamento do mercado, a agência iraniana Tasnim noticiou que o Irã decidiu não participar das negociações.

Além das tensões geopolíticas, investidores acompanharam resultados de grandes empresas. As ações da UnitedHealth avançaram 6,96% após a companhia divulgar lucro e receita acima das expectativas e elevar sua projeção de lucro para 2026.

Em contrapartida, a Apple recuou 2,52% após o anúncio de que o CEO Tim Cook deixará o cargo em 1º de setembro, sendo substituído por John Ternus, atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware. Já a Amazon subiu 0,66% após a Anthropic anunciar um compromisso de mais de US$ 100 bilhões nos próximos dez anos com tecnologias da AWS, divisão de nuvem da Amazon, para treinar e operar seu chatbot Claude, conforme informou a Associated Press.

Nesta terça-feira, Kevin Warsh, indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, para comandar o Federal Reserve (Fed), afirmou que nunca prometeu a Trump reduzir as taxas de juros, apesar dos reiterados pedidos do presidente ao banco central.