Polícia Penal frustra plano de fuga e descobre túnel no Presídio Baldomero Cavalcanti
Operação motivada por denúncia anônima apreende celulares usados em ameaças e flagra buraco de dois metros em cela do Sistema Prisional de Maceió
Uma ação estratégica de policiais penais evitou, nesta semana, uma possível fuga em massa no complexo prisional da capital alagoana. Durante uma inspeção no módulo 4 do Presídio Baldomero Cavalcanti, localizado no bairro Cidade Universitária, os agentes descobriram um túnel de aproximadamente dois metros de profundidade, cavado por reeducandos.
A vistoria foi desencadeada após o recebimento de denúncias anônimas. Segundo o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Alagoas (Sindapen-AL), a informação inicial indicava a presença de entorpecentes e aparelhos eletrônicos nas celas, mas a busca minuciosa acabou revelando a estrutura escavada pelos detentos.
Ameaças externas e ilícitos
Além da tentativa de fuga, a operação confirmou que o presídio vinha sendo utilizado como base para crimes externos. Os policiais apreenderam:
05 aparelhos celulares: Segundo as denúncias, eram usados para enviar mensagens de ameaça a cidadãos fora do sistema prisional.
Drogas: Diversas porções de entorpecentes já ensacadas para comercialização interna.
Materiais diversos: Outros objetos ilícitos que não deveriam estar em posse dos detentos.
"O espaço foi aberto com base no plano de fuga de reeducandos", confirmou a representação sindical. O número exato de presos que trabalhavam na escavação, no entanto, ainda não foi divulgado pelas autoridades.
Investigação e Providências
Os presos identificados como proprietários dos materiais apreendidos foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde foram realizados os registros criminais antes de retornarem à unidade.
A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) informou que já instaurou um procedimento administrativo interno. O objetivo é apurar as falhas de segurança que permitiram a entrada dos ilícitos e identificar todos os envolvidos no plano de fuga. Paralelamente, a Polícia Civil de Alagoas deve abrir um inquérito para investigar a rede de ameaças realizadas por meio dos celulares confiscados.