SEGURANÇA PÚBLICA

Detento morre após ingerir pacotes de maconha no Presídio do Agreste

Perícia encontrou 22 invólucros de substância análoga à maconha no estômago de jovem de 25 anos; Polícia Civil investiga falhas na fiscalização

Por Redação Publicado em 21/04/2026 às 09:15
Presídio do Agreste Arquivo

O sistema prisional de Alagoas registrou um óbito na última segunda-feira (20) sob circunstâncias atípicas. O reeducando Marcos André do Nascimento Silva, de 25 anos, foi encontrado sem vida em sua cela no Presídio do Agreste, localizado no município de Girau do Ponciano. A suspeita principal é de overdose ou complicações gastrointestinais após a ingestão forçada ou voluntária de entorpecentes.

Achados da Perícia

De acordo com os relatórios preliminares da Polícia Científica, o volume de material encontrado no sistema digestivo da vítima impressionou os agentes. Durante os procedimentos periciais, foram extraídos do estômago do jovem:

22 bolsas contendo substância análoga à maconha;

Duas sacolas de papel seda.

O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, onde exames complementares de necropsia e toxicologia serão realizados para determinar a causa exata da morte.

Investigação e Segurança

A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar o caso. O foco das autoridades, no momento, divide-se em duas frentes:

Origem do material: Como a droga entrou em uma unidade de segurança máxima.

Responsabilidade interna: Se houve negligência ou falha nos protocolos de revista e fiscalização diária dos detentos.

"A apuração busca entender não apenas a causa do óbito, mas como o acesso a esse material foi possível dentro da estrutura prisional", informaram fontes ligadas à investigação.

Perfil da Vítima

Natural de Maceió, Marcos André cumpria pena no interior do estado e apresentava bom comportamento, exercendo atividades laborais na lavanderia da unidade prisional. Até o fechamento desta reportagem, a família não havia divulgado informações sobre o local do velório e o sepultamento.

A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) deve se pronunciar sobre as medidas administrativas tomadas após o ocorrido.