Grupo ameaça matar mais de 400 reféns na Nigéria se governo não pagar resgate milionário
Terroristas do Boko Haram divulgam vídeo e impõem prazo de 72 horas para pagamento de US$ 18,5 milhões. Maioria das vítimas são mulheres e crianças.
Militantes do Boko Haram, grupo considerado organização terrorista internacionalmente, ameaçaram executar mais de 400 reféns na Nigéria caso o governo não pague um resgate de US$ 18,5 milhões (aproximadamente R$ 92 milhões) em até 72 horas.
Segundo informações da mídia local divulgadas nesta segunda-feira (20), o jornal nigeriano The Punch relatou que os sequestradores publicaram um vídeo na noite anterior, afirmando terem capturado 416 pessoas no estado de Borno. Caso as exigências não sejam atendidas no prazo estipulado, as vítimas seriam levadas para diferentes locais, "onde podem nunca mais ser vistas".
Nas imagens, os homens aparecem vestidos com uniformes militares e declaram estar prontos para enfrentar as forças do governo, caso haja tentativa de resgate em vez do pagamento do valor exigido.
"Ordenamos, em nome de Alá, que não ultrapassem o tempo estipulado", afirma um dos integrantes do grupo no vídeo.
O valor do resgate, de acordo com o jornal, equivale a 5 bilhões de nairas, cerca de US$ 18,5 milhões ou quase R$ 92 milhões.
O Boko Haram ganhou notoriedade internacional em 2014, após sequestrar cerca de 300 estudantes também no estado de Borno. O grupo atua principalmente nos países da bacia do lago Chade — Camarões, Chade, Níger e Nigéria — e representa uma ameaça constante à estabilidade da região.
Os ataques do grupo contra civis, inclusive com o uso de crianças-bomba, seguem sendo motivo de grande preocupação, especialmente para o Chade.
Recentemente, Níger, Mali e Burkina Faso criaram, em março, uma força militar conjunta para combater grupos terroristas, o que pode contribuir para reforçar a segurança regional e auxiliar o Chade no enfrentamento desses conflitos.