TRAGÉDIA FAMILIAR NOS EUA

Atirador da Louisiana matou sete dos próprios filhos em ataque; esposa sobrevive

Homem abriu fogo em duas residências em Shreveport, matou oito crianças e feriu gravemente a esposa e outra mulher. Atirador morreu após perseguição policial.

Publicado em 20/04/2026 às 12:46
Louisiana

Um homem identificado como Shamar Elkins matou a tiros oito crianças — sendo sete de seus próprios filhos — em um ataque brutal ocorrido em duas casas no bairro de Shreveport, Louisiana, nos Estados Unidos, segundo informou a polícia local. O caso abalou a comunidade, sendo considerado um dos tiroteios em massa mais mortais do país nos últimos anos.

A esposa de Elkins, mãe das crianças, e outra mulher também foram baleadas e permanecem em estado grave após o ataque, que aconteceu no domingo, 19, conforme o Departamento de Polícia de Shreveport.

Após os crimes, Elkins fugiu do local, mas foi localizado e morreu durante uma perseguição policial, quando os agentes atiraram contra ele.

As vítimas tinham entre 3 e 11 anos, sendo três meninos e cinco meninas. Uma outra criança conseguiu sobreviver ao pular do telhado da casa.

“Esta é uma situação trágica — talvez a pior que já enfrentamos”, afirmou o prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux.

Segundo Crystal Brown, prima de uma das mulheres baleadas, Elkins e a esposa estavam em processo de separação e deveriam comparecer ao tribunal na segunda-feira, 20. O casal vinha discutindo sobre a separação nos dias que antecederam o ataque. “Ele assassinou seus filhos”, lamentou Brown.

Violência começou antes do amanhecer

De acordo com as autoridades, o ataque começou antes do nascer do sol, quando Elkins atirou em uma mulher em uma casa ao sul do centro de Shreveport, seguindo para outra residência a poucos quarteirões, onde matou as crianças. Entre as vítimas fatais estava também um sobrinho do atirador, conforme o escritório do legista.

Liza Demming, vizinha que mora a duas casas do local, relatou que sua câmera de segurança registrou o suspeito fugindo e o som de dois disparos. “Foi basicamente tudo o que vi: ele saindo correndo da casa e os carros indo embora”, contou. Mais tarde, ela viu o corpo de uma criança coberto no telhado da residência.

A deputada estadual Tammy Phelps relatou que algumas crianças tentaram escapar pela porta dos fundos. “Não consigo nem imaginar o que os policiais e socorristas enfrentaram ao chegar aqui”, disse Phelps.

Moradores em luto depositaram flores em frente à casa e realizaram uma vigília com velas em um estacionamento próximo para homenagear as vítimas. “Isso faz você querer abraçar seus filhos e dizer o quanto os ama”, desabafou Kimberlin Jackson, que participou da homenagem.

Atirador não tinha histórico recente de violência doméstica

Segundo o porta-voz da polícia de Shreveport, Chris Bordelon, não havia registros de casos recentes de violência doméstica envolvendo Elkins. O histórico criminal do atirador também não era extenso: ele estava em liberdade condicional desde 2019, após se declarar culpado de uso ilegal de armas.

Crystal Brown, prima de uma das mulheres baleadas, contou que estava na igreja quando soube do tiroteio. Ela descreveu as crianças como felizes e simpáticas: “Eles trabalhavam, voltavam para casa, mantinham a privacidade. Era apenas uma família comum.”

O tiroteio em Shreveport, cidade com cerca de 180 mil habitantes, foi o mais letal nos EUA desde janeiro de 2024, quando oito pessoas foram mortas em um subúrbio de Chicago, segundo banco de dados da Associated Press e USA Today, em parceria com a Northeastern University.