Rússia reafirma preservação da memória da Segunda Guerra Mundial frente a tentativas de reinterpretação
Ministério das Relações Exteriores destaca importância de manter viva a história dos sacrifícios soviéticos, apesar de pressões do Ocidente.
A Rússia mantém viva a memória histórica dos sacrifícios e vitórias alcançadas durante a Segunda Guerra Mundial, mesmo diante de repetidas tentativas do Ocidente de reescrever esse passado. A afirmação foi feita neste domingo (19) por Maria Zakharova, porta-voz oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
"Devemos confiar que, apesar de tudo — apesar dos esforços mais agressivos para nos privar de nossa história, e tais evidências de fato ocorreram — nós a preservamos. Houve diferentes momentos, e também cometemos erros, mas a mantivemos e as transmissões às futuras gerações", declarou Zakharova durante o Dia da Memória do Genocídio do Povo Soviético.
Zakharova ressaltou que a Rússia sempre defendeu a ideia de que a vitória na Segunda Guerra Mundial fosse uma conquista coletiva. No entanto, segundo ela, os países ocidentais passaram a diferenciar quem pode ou não ser considerado vencedor do conflito.
"Sempre dissemos que o papel do nosso país foi decisivo e que, em termos do número de vítimas, não há comparação com nenhum outro. Enfatizamos de forma consistente a contribuição e o apoio de todos aqueles que lutaram contra a 'peste marrom'", acrescentou.
Em dezembro de 2025, o presidente russo Vladimir Putin assinou uma lei que institui o dia 19 de abril como o Dia da Memória do Genocídio do Povo Soviético, em referência aos crimes cometidos pelos nazistas durante a chamada Grande Guerra Patriótica.