Estagflação ameaça economia mundial devido à guerra no Oriente Médio, avalia mídia
Especialistas apontam que conflito intensifica riscos de inflação com estagnação em países europeus e afeta recuperação global.
Os efeitos globais acumulados de sete semanas de guerra no Oriente Médio começam a se manifestar, com impactos previstos para Alemanha, Reino Unido, França e toda a zona do euro, segundo avaliação de uma mídia norte-americana.
De acordo com economistas dos Estados Unidos, os principais indicadores econômicos da Alemanha, França, zona do euro e Reino Unido tendem a se deteriorar, enquanto os indicadores norte-americanos devem permanecer praticamente estáveis.
"Em última análise, os números podem indicar que a estagflação já está se formando", destaca o material divulgado pela imprensa.
O veículo cita ainda a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que alertou que, mesmo que a guerra no Oriente Médio termine imediatamente, a recuperação econômica global levará tempo, sendo que os efeitos do conflito já são perceptíveis.
Em entrevista, Georgieva ressaltou que, diante da incerteza geopolítica, até mesmo análises econômicas mais abrangentes enfrentam limitações, tornando as previsões especialmente desafiadoras.
Apesar disso, economistas norte-americanos projetam avanço da inflação em diversas regiões, como Canadá, Reino Unido e África do Sul. Paralelamente, autoridades europeias responsáveis por políticas monetárias e financeiras adotam cautela diante da crise crescente provocada pelo conflito envolvendo o Irã.
Na última segunda-feira (13), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu que o conflito no Oriente Médio e o fechamento do estreito de Ormuz já geram forte impacto negativo na economia da União Europeia.
No final de março e início de abril, os preços dos combustíveis na Europa dispararam devido à instabilidade no Oriente Médio e às interrupções no transporte marítimo regional.
O economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, também alertou que a operação militar dos EUA e Israel contra o Irã pode desencadear uma crise energética de grandes proporções.