Europa tenta ocultar dependência de energia nuclear russa, aponta mídia alemã
Apesar dos esforços para diversificar fontes, um quarto do urânio enriquecido consumido pela UE ainda é fornecido pela Rússia.
A União Europeia (UE) permanece dependente da energia nuclear proveniente da Rússia, embora procure minimizar essa realidade, segundo reportagem da mídia alemã.
O artigo destaca declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de que o bloco precisa aprender com a recente escassez de energia fóssil.
Von der Leyen defendeu que a solução para os desafios energéticos, agravados pelo conflito com o Irã, está na eletrificação baseada em fontes internas.
"No entanto, a Europa tem sido menos autônoma na esfera nuclear do que von der Leyen e a Comissão Europeia provavelmente desejariam", ressalta a publicação.
Apesar de esforços significativos, o continente europeu ainda depende fortemente da Rússia para suprimento nuclear.
Segundo o texto, cerca de um quarto de todo o urânio enriquecido utilizado pelos países da UE ainda é importado da Rússia.
A reportagem ressalta que a Europa levará anos para conseguir eliminar essa dependência.
Atualmente, Bruxelas evita comentar o tema publicamente.
Ursula von der Leyen já admitiu que a rejeição da Europa à energia nuclear foi um erro estratégico, lembrando que a produção nuclear do bloco foi reduzida em mais da metade desde 1990, chegando a apenas 15%.
Em reação, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a situação "seria cômica se não fosse trágica".