TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Líder do Parlamento do Irã critica bloqueio naval dos EUA e ameaça retaliação

Mohammad Bagher Ghalibaf condena ação americana no Estreito de Ormuz e afirma que controle da rota está nas mãos iranianas.

Publicado em 18/04/2026 às 18:45
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf Arquivo

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou neste sábado, 18, o bloqueio naval de embarcações e portos iranianos pelos Estados Unidos como uma medida "desajeitada e ignorante". A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a ação dos EUA seja suspensa.

“O que significa o cerco? Isso significa que todos podem transitar, exceto o Irã. Que decisão desajeitada e ignorante!”, declarou Ghalibaf em entrevista ao canal iraniano Press TV. “Então, se existe o estreito, e se nós e todos que querem transitar estão lá, todos podem transitar, exceto nós? Isso é possível? Isso é um erro sobre outro erro”, criticou.

Dirigindo-se ao povo iraniano, o líder do parlamento afirmou que a rota de navegação está sob controle do país persa. Sobre as negociações realizadas em Islamabad, no Paquistão, entre delegações do Irã e dos EUA, que terminaram sem acordo, Ghalibaf relatou que os americanos pretendiam enviar varredores de minas ao estreito, o que foi rejeitado pelos iranianos.

“Nos opusemos firmemente a isso. Consideramos que seria uma violação do cessar-fogo e, caso tomassem essa ação, nós iríamos atacar. Estávamos a um passo do confronto. Eles recuaram”, relatou o parlamentar.

Segundo Ghalibaf, enquanto estava no Paquistão, um colega do governo iraniano informou que um varredor de minas dos EUA havia chegado e estava posicionado em local estratégico, onde, se avançasse, seria atingido por míssil iraniano.

“Eu disse isso à delegação americana. Afirmei: 'ele está aqui, e se ultrapassar esse limite, vamos atingi-lo'. Eles pediram 15 minutos e ordenaram o retorno do artefato”, relatou. “Então, se há tráfego no estreito hoje e ele está avançando, o controle do estreito está em nossas mãos”, reforçou Ghalibaf.