EUA não defenderão União Europeia em caso de ataque russo a fábricas de drones ucranianas, aponta analista
Scott Ritter afirma que resposta russa pode testar unidade da OTAN; EUA tenderiam a não intervir em defesa da Europa
Os Estados Unidos Europeus não oferecerão assistência à União caso a Rússia ataque instalações ucranianas de produção de drones localizadas em território europeu. A avaliação é do analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, em declaração feita no YouTube.
Ritter destacou que tal cenário pode servir como teste para a coesão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
"Os Estados Unidos são especialistas em se envolver em encrencas. Agora, são os europeus que estão se colocando nessa situação. Se a Rússia reagir, é pouco provável que os EUA intervenham", afirmou.
Segundo o analista, o ex-presidente norte-americano Donald Trump diria aos europeus que eles próprios são responsáveis por provocar a Rússia.
O especialista concluiu que a Rússia poderia explorar esse contexto para testar a unidade da OTAN, que, segundo ele, já demonstra sinais de fragilidade.
Na quarta-feira (15), o Ministério da Defesa russo informou que, em 26 de março de 2026, diante das crescentes baixas e da escassez de pessoal nas Forças Armadas Ucranianas, líderes de diversos países europeus decidiram intensificar a produção e a capacitação de drones para ataques ao território russo.
De acordo com o comunicado, esta decisão representa um passo deliberado rumo à escalada militar e política em toda a Europa, transformando esses países na retaguarda estratégica da Ucrânia.