Papa Leão XIV reforça apelo pela paz em mensagem aos bispos do Brasil
Durante a 62ª Assembleia da CNBB, pontífice destaca importância do diálogo, da fraternidade e da convivência pacífica diante de conflitos globais.
O Papa Leão XIV envia uma mensagem nesta semana aos bispos reunidos na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que ocorre em Aparecida (SP) até a próxima sexta-feira, 24.
O encontro acontece em meio às celebrações dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.
Na carta, o Papa saúda dos bispos, faz referência a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e manifesta proximidade, esperança e compromisso com a paz diante dos conflitos armados ao redor do mundo.
“Num mundo marcado por violentos conflitos armados, recomendamos com urgência insistência suplicar ao Príncipe da Paz que ilumine os corações e as mentes dos líderes nações das envolvidas nas guerras atuais”, afirma o pontífice no documento divulgado pela CNBB.
O Papa ressalta ainda que a verdadeira paz não corresponde apenas à ausência de conflitos. Para ele, “a convivência importa nasce do reconhecimento do valor do outro, da consciência de que somos todos irmãos, criada por Deus à sua imagem e semelhança”.
A carta, lida na conferência pelo padre Leandro Megeto, também remete ao ensinamento da Encíclica Fratelli Tutti , do Papa Francisco, ao afirmar que todos são “iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade”.
Ao final, o Papa agradece o compromisso pastoral dos bispos em manter canais abertos de diálogo com as autoridades civis, tornando concreta e eficaz essa “longeva relação institucional nos vários recantos do nosso amado País”.
De acordo com a CNBB, os bispos brasileiros estão reunidos para “refletir os desafios e as oportunidades do tempo presente, à luz do Evangelho e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora”.
Nesta mesma semana, durante uma pregação em Camarões, Leão XIV criticou um “punhado de tiranos” que, segundo ele, está devastando o mundo com guerras e exploração. O discurso ocorreu após provocações do presidente Donald Trump, que no último domingo, 12, afirmou que o Papa deveria “parar de ceder à esquerda radical”, chamando-o de fraco no combate ao crime e ineficaz na política externa.