ECONOMIA

Blusinhas: mesmo com taxa, tarifa é menor que produção nacional, diz Alckmin

Presidente em exercício defende imposto sobre compras internacionais e destaca impacto na geração de empregos no Brasil.

Publicado em 16/04/2026 às 18:36
Geraldo Alckmin Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta quinta-feira, 16, a cobrança do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como "taxa das blusinhas". Segundo Alckmin, a medida foi necessária e segue sendo importante para o país.

Alckmin negou que haja discussões no governo sobre uma possível revogação da taxa. A posição do presidente em exercício diverge de outras alas do governo, que trabalham contra a medida às vésperas das eleições.

"Isso (taxa das blusinhas) foi aprovado pelo Congresso Nacional, lá atrás. Não há nenhuma decisão neste momento sobre esse tema. Eu, lá atrás, e continuo a entender o que é necessário é porque, mesmo com a taxa, ainda a tarifa é menor do que a produção nacional", afirmou Alckmin em entrevista coletiva nesta quinta-feira.

Ele explicou que, somando o imposto de 20% mais o ICMS dos Estados, a carga tributária fica abaixo de 40%, enquanto o produtor nacional paga quase 50% em impostos. "Então, mesmo assim, ainda a tarifa está menor do que a produção nacional", completou.

Alckmin também destacou o impacto positivo da medida na geração de empregos no Brasil. "Acho que é importante destacar a questão do emprego", disse, evitando outros comentários sobre o tema.

A defesa de Alckmin contrasta com a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, em entrevista a portais de notícias, afirmou considerar a taxa desnecessária e reconheceu o "prejuízo" político causado pela medida.

Nesta quinta-feira, José Guimarães, em sua primeira entrevista coletiva como ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), também se manifestou favorável à derrubada da taxa, alinhando-se à posição de Lula. "Se o governo decidir revogar a taxa das blusinhas, acho uma boa", declarou Guimarães, ressaltando que falava em caráter pessoal.