Governo avalia novas ações para conter alta da gasolina, diz Guimarães
Ministro das Relações Institucionais afirma que apenas medidas sobre o diesel não são suficientes e governo estuda alternativas para a gasolina.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo federal está estudando novas medidas para conter o aumento dos preços dos combustíveis, incluindo alternativas para reduzir o valor da gasolina. Segundo Guimarães, as ações já anunciadas, como as subvenções ao óleo diesel, são importantes, mas insuficientes diante do impacto da alta da gasolina.
Evocando cautela, Guimarães evitou detalhar as propostas em análise antes de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ressaltou que novas iniciativas serão necessárias. “O governo tomou medidas muito corajosas com relação ao diesel, naquela ação feita com 25 governadores, mas não basta, porque agora tem a gasolina. A guerra está destroçando a economia dos países, e o governo vai ter que tomar outras medidas”, declarou.
O ministro destacou que o impacto dessas novas ações está sendo avaliado por Dario Durigan, ministro da Fazenda, Bruno Moretti, do Planejamento, e pela Casa Civil. Guimarães frisou que não cabe divulgar detalhes ou indicativos das medidas enquanto não houver definição, mas garantiu: “O País não vai deixar que a conta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja transferida para o consumidor”.
Guimarães defendeu ainda que, se necessário, o governo deve considerar o aumento do endividamento público para proteger a economia popular dos efeitos da guerra no Irã. “É claro que uma guerra dessa nós não podemos transferir para a população os prejuízos dela. Na minha opinião, se tiver que aumentar o endividamento do país, tem que, para salvar a economia popular, tem que fazer”, afirmou ele, em sua primeira coletiva de imprensa após assumir o cargo no Palácio do Planalto.
Nos últimos dias, o governo publicou uma série de medidas, incluindo decretos e medidas provisórias, para tentar controlar o preço dos combustíveis. As ações vão desde subvenções para importação até aumento de impostos sobre exportação, buscando compensar os efeitos da volatilidade internacional.