SEGURANÇA PÚBLICA

Operação desmantela redes de crimes de ódio em 18 estados

Ação coordenada pelo Ministério da Justiça mira grupos extremistas e exploração sexual infantil em plataformas digitais

Publicado em 16/04/2026 às 12:52
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordenou, nesta quinta-feira (16), uma operação nacional para desarticular redes de disseminação de discurso de ódio no ambiente digital. A ação foi executada pelas Polícias Civis em 18 estados brasileiros.

No total, os agentes cumpriram 26 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e dois de internação. Segundo o MJSP, a operação impactou cerca de 5.500 usuários de redes digitais. Entre os principais alvos estavam crimes relacionados a atos extremistas e à exploração sexual de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Foco em ambientes digitais nocivos

"A iniciativa teve como foco a desarticulação de ecossistemas digitais nocivos, caracterizados pela disseminação de discurso de ódio, incentivo à violência e processos de radicalização, especialmente entre jovens", informou o ministério em nota oficial.

As ações ocorreram nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Operação Bulwark

Denominada "Bulwark" — termo que faz referência a uma linha de defesa —, a operação foi baseada em informações do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do MJSP. Investigações do Ministério Público e das Polícias Civis também fundamentaram a ação.

Como resultado, 180 contas em redes sociais foram moderadas. A plataforma Discord, frequentemente usada para fóruns de ódio, teve 19 servidores moderados. Conteúdos foram removidos e perfis, retirados do ar.

Monitoramento e combate ao ódio

O Ciberlab do MJSP ganhou destaque a partir de 2023, ao se tornar um dos principais órgãos de monitoramento de redes para coibir ataques de ódio em escolas. Naquele ano, até outubro, o país havia registrado pelo menos nove ataques a instituições de ensino.

A estrutura do ministério monitora ambientes digitais de risco, identifica padrões de radicalização e envia relatórios às autoridades competentes para adoção de medidas de combate.