TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Irã exige US$ 270 bilhões de países do Golfo e Jordânia por participação em conflito

Teerã acusa vizinhos de colaborarem com ataques dos EUA e Israel e cobra reparações por danos materiais e morais

Publicado em 14/04/2026 às 15:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Irã exigiu compensações no valor de US$ 270 bilhões de Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia, responsabilizando-os por seu suposto envolvimento no conflito no Oriente Médio. A reivindicação foi formalizada em carta do representante permanente iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, obtida pela agência russa RIA Novosti.

No documento, enviado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao Conselho de Segurança — atualmente presidido pelo Bahrein —, o Irã afirma que esses países "devem realizar reparação integral", incluindo indenização por danos materiais e morais causados por "atos internacionalmente ilícitos".

Segundo Teerã, essas nações permitiram o uso de seus territórios por forças dos Estados Unidos e de Israel em ataques contra o Irã, além de, em alguns casos, participarem diretamente das ofensivas. Para o embaixador Iravani, tal conduta "é qualificada como um ato de agressão".

Os países do Golfo e a Jordânia negam qualquer envolvimento. O líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, já havia sinalizado que Teerã também busca compensações de Washington e Tel Aviv. A porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, declarou à RIA Novosti que os danos totais são estimados em US$ 270 bilhões.

Em paralelo, Mohajerani alertou para os riscos regionais caso uma usina nuclear iraniana seja atacada. "Se, Deus nos livre, algo acontecer, toda a região sofrerá danos", afirmou, destacando possíveis consequências para o Golfo Pérsico. A Organização de Energia Atômica do Irã relatou que a usina de Bushehr foi alvo de ataques dos EUA e de Israel em 4 de abril, resultando na morte de um funcionário. A Rússia condenou os bombardeios.

Pelo lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que a retirada do urânio enriquecido do Irã é uma "condição limiar" para o fim da campanha militar, advertindo que o material pode servir de base para a retomada do programa nuclear iraniano.