INTERNACIONAL

Câmeras de segurança registram possível sequestro de jornalista americana no Iraque

Shelly Kittleson, correspondente freelancer, desapareceu em Bagdá; autoridades investigam envolvimento de grupo miliciano ligado ao Irã.

Publicado em 01/04/2026 às 19:19
Shelly Kittleson Reprodução / Instagram

Shelly Kittleson, 49 anos, jornalista freelancer com ampla experiência no Iraque e na Síria, está desaparecida desde a última terça-feira, 31, após ter sido sequestrada em Bagdá. Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens abordando uma pessoa em uma esquina e a conduzindo para a parte de trás de um veículo.

As imagens indicam uma breve resistência antes que os homens consigam fechar a porta do carro e deixem o local.

Após o desaparecimento, o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que já havia alertado a jornalista sobre os riscos de segurança na região e afirmou estar empenhado em garantir sua liberação "o mais rápido possível".

Segundo Dylan Johnson, vice-secretário de Assuntos Públicos Globais, as autoridades iranianas detiveram um indivíduo com vínculos ao grupo miliciano Kataeb Hezbollah, alinhado ao Irã, que seria suspeito de envolvimento no sequestro.

O governo iraquiano comunicou que interceptou um veículo que capotou durante uma tentativa de fuga. "Forças de segurança conseguiram deter um dos suspeitos e apreender um dos veículos usados no crime", informou o Ministério do Interior do Iraque em nota oficial.

A identificação de Shelly Kittleson foi confirmada por organizações de defesa da imprensa e pelo Al-Monitor, uma das publicações para as quais ela colaborava.

Em comunicado, o Al-Monitor declarou: "Estamos profundamente alarmados com o sequestro da colaboradora do Al-Monitor, Shelly Kittleson, no Iraque, na terça-feira. Exigimos sua libertação imediata e em segurança. Apoiamos seu trabalho essencial de reportagem na região e pedimos seu rápido retorno para que ela continue sua importante missão".

Com informações de agências internacionais.