EUA retiram sanções de presidente interina da Venezuela
Delcy Rodríguez é excluída da lista de restrições dos EUA após assumir interinamente o governo venezuelano
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, foi retirada da lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
"As seguintes pessoas foram removidas da Lista SDN da OFAC: RODRIGUEZ GOMEZ, Delcy Eloina [também conhecida como RODRÍGUEZ, Delcy], Distrito Capital, Venezuela; data de nascimento: 18 de maio de 1969; cidadã venezuelana […]", informou o órgão em comunicado.
Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela após o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, terem sido sequestrados pelo governo dos EUA em 3 de janeiro e levados para os Estados Unidos. Ela ocupava a vice-presidência desde 2018 e estava incluída na lista de restrições desde então.
A presidente interina se manifestou sobre a decisão em suas redes sociais:
"Avaliamos a decisão do presidente Donald Trump como um passo na direção da normalização e fortalecimento das relações entre nossos países", afirmou, destacando que a medida permite "construir e garantir uma agenda de cooperação binacional eficaz em benefício de nossos povos".
A lista de sanções é periodicamente atualizada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, incluindo pessoas e entidades consideradas hostis, podendo abranger indivíduos e empresas.
Desde que assumiu o cargo, Delcy Rodríguez reativou relações diplomáticas e consulares com os Estados Unidos, resultando na reabertura da embaixada norte-americana em Caracas e no reconhecimento de sua legitimidade como interlocutora do governo venezuelano. Ela também recebeu o secretário do Interior, Doug Burgum, e o secretário de Energia, Chris Wright.
No início de março, a estatal de petróleo PDVSA anunciou novos contratos com empresas norte-americanas de trading para fornecimento de petróleo e derivados ao mercado dos EUA, conforme comunicado da companhia.