MEIO AMBIENTE E ENERGIA

Mais de 100 perfurações precederam o Pré-Sal, diz presidente do Ibama ao avaliar Margem Equatorial

Rodrigo Agostinho destaca rigor ambiental e estágio inicial das pesquisas da Petrobras na Margem Equatorial

Publicado em 01/04/2026 às 17:32
Rodrigo Agostinho, do Ibama, comenta estágio inicial das pesquisas da Petrobras na Margem Equatorial. © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Rodrigo Agostinho afirma que Petrobras ainda está em etapa inicial de pesquisas.

O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Rodrigo Agostinho, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a Petrobras deve concluir “nas próximas semanas” a primeira pesquisa com perfuração para avaliar a viabilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Em entrevista à Sputnik Brasil, no Ministério do Meio Ambiente, Agostinho explicou que a estatal enfrentou problemas relacionados ao vazamento de fluídos no poço em análise, localizado no bloco FZA-M-059, no Amapá, mas destacou que a situação já foi solucionada. Ele ressaltou que o objetivo da operação atual não é a produção de petróleo.

“Não é um poço para produzir petróleo, é um poço exclusivamente para avaliar se tem petróleo”, explicou.

Segundo Agostinho, a Petrobras ainda se encontra em uma etapa preliminar do processo para obtenção de licença ambiental para exploração na região, estando em uma “fase muito inicial” das pesquisas.

O presidente do Ibama comparou o estágio atual ao histórico do desenvolvimento do Pré-Sal, lembrando que, antes da exploração comercial, a Petrobras realizou mais de 100 perfurações exploratórias. Na Margem Equatorial, até o momento, apenas a perfuração no bloco do Amapá, com finalidade de pesquisa, está próxima da conclusão.

“O Ibama foi muito rigoroso”, ressaltou Agostinho, acrescentando que existe a possibilidade de a Petrobras solicitar novas perfurações em águas profundas na região como parte do processo de avaliação técnica.

O debate ocorre em meio a divergências dentro do governo federal. Uma ala, liderada pelo Ministério de Minas e Energia e pela própria Petrobras, defende a urgência na autorização para exploração na Margem Equatorial, destacando o potencial energético da área.

Por Sputnik Brasil