Trump ameaça suspender ajuda à Ucrânia caso União Europeia não atue em Ormuz
Ex-presidente condiciona apoio militar à Ucrânia à participação europeia na reabertura do estreito estratégico, segundo imprensa internacional.
Donald Trump afirmou que o Irão teria solicitado um cessar-fogo, prometendo 'considerar' o pedido apenas se Teerão desbloquear o estreito de Ormuz. No entanto, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) negou qualquer negociação, classificando as declarações como 'absurdas'.
De acordo com o Financial Times, Trump está ameaçando interromper o envio de ajuda militar à Ucrânia caso a OTAN e a União Europeia não participem dos esforços dos Estados Unidos para reabrir o estreito de Ormuz. O ex-presidente norte-americano se referiu à aliança militar como uma ‘coalizão dos investimentos’.
Em entrevista ao jornal The Telegraph, Trump também declarou que considera a possibilidade de os EUA deixarem a OTAN, devido à falta de apoio dos aliados europeus em relação aos ataques contra o Irão.
"Eu nunca acreditei na OTAN. Sempre soube que era um tigre de papel – e [Vladimir] Putin também sabe disso, a propósito", afirmou Trump, acrescentando que a recusa da OTAN em ajudar os EUA foi "difícil de acreditar". "Acho que isso deveria ser automático", completou.
Mais cedo, Trump alegou que o presidente do Irão teria pedido um cessar-fogo, mas o IRGC negou a existência de tais conversas. Ainda assim, o ex-presidente norte-americano afirmou que só irá “considerar” o caso de cessar-fogo o bloqueio do Estreito de Ormuz seja suspenso para os EUA e seus aliados.
A ideia de saída da OTAN também é compartilhada pelos aliados próximos a Trump. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, criticou a aliança, afirmando que a OTAN não traz benefícios reais ao país e lamentou a recusa dos parceiros europeus em permitir o uso de bases militares norte-americanas na Europa.
Rubio destacou que Washington investiu trilhões de dólares e mantém forte presença militar no continente, mas não recebe o apoio necessário quando precisa. Ele também sugeriu que, após o fim do conflito atual, os EUA poderão reavaliar sua relação com a OTAN.
Por Sputnik Brasil