Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã
Metal precioso avança quase 3% em Nova York, impulsionado por dólar enfraquecido e expectativas de trégua no Oriente Médio
O ouro encerrou o pregão desta quarta-feira, 1º, em alta significativa, refletindo a fraqueza do dólar e as expectativas de contenção na escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O cenário atual favoreceu uma retomada moderada da demanda por proteção, com impactos também nos mercados de câmbio e petróleo.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em maio subiu 2,92%, fechando a US$ 4.783,20 por onça-troy. A prata para o mesmo mês também registrou avanço, de 1,55%, alcançando US$ 76,078 por onça-troy.
Segundo analistas da Sucden Financial, o movimento indica uma supervisão do ouro, embora os ganhos ainda sejam moderados e dependam da dinâmica do dólar e do petróleo. Para eles, o cenário de curto prazo permanece construtivo, com suporte adicional vindo da desvalorização da moeda americana.
O ING reforça que o metal chegou à quarta sessão consecutiva de alta, impulsionado pela percepção de que o conflito no Oriente Médio pode se aproximar do fim após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.
O banco holandês pondera, contudo, que o ouro segue vulnerável a um aperto de liquidez global e a um dólar mais forte. Apesar disso, as recentes quedas foram acompanhadas por compras, e não por perda de confiança. O ING acrescenta que o comportamento dos bancos centrais será determinante para avaliar se a desaceleração recente é passageira.
No aspecto técnico, Joseph Chai, da RHB Retail Research, avalia que o movimento de alta pode estar ganhando novo impulso, com o ouro podendo testar a resistência em US$ 4.800 por uma vez. Ele destaca, porém, que as médias móveis de 20 e 50 dias ainda funcionam como resistência, limitando avanços mais expressivos no curto prazo.
Com informações da Dow Jones Newswires.