ECONOMIA & TRADIÇÃO

Semana Santa impulsiona economia e reforça tradição nos mercados de Maceió

Com maior fluxo de consumidores, comerciantes comemoram crescimento nas vendas

Publicado em 01/04/2026 às 12:58
Movimento intenso nos mercados de Maceió impulsiona vendas e mantém tradição na Semana Santa. Beto Macário/ Secom Maceió

Com a proximidade da Semana Santa, os mercados públicos, balanças de peixe e o Centro Pesqueiro de Jaraguá, em Maceió, registraram aumento expressivo no fluxo de consumidores. O período tradicional marcado pelo consumo de pescados é considerado um dos mais importantes do ano para comerciantes e trabalhadores do setor.

Segundo relatos de vendedores, a procura por peixes e mariscos supera no mesmo período do ano passado, diminuiu o aquecimento nas vendas e maior circulação de pessoas. No boxe Joseane Pescador, o comerciante Wesley Lourenço destaca o cenário otimista.

"A venda este ano está sendo bem melhor. Eu achei que ia ser igual ao ano passado, que foi parado, com pouco movimento, mas esse ano está bem movimentado, isso é muito bom pra gente", relata Wesley.

Além dos itens tradicionais como camarão e peixes variados, houve aumento na busca por espécies antes menos procuradas, como arabaiana e cavala. Os preços variam conforme o tipo e a oferta: arabaiana e dourado são encontrados em média por R$ 70,00, enquanto os arquivos podem chegar a R$ 80,00.

Para os consumidores, a tradição é o principal motivo das compras. A aposentada Leda Maria, de 73 anos, afirma que, mesmo com os preços elevados, o almoço da Semana Santa é tradição mantida. Ela também destaca a organização e a variedade no local.

"Tá tudo muito organizado, graças a Deus. Consegui comprar os pescados e o almoço em família vai ser bom e gostoso, mantendo a tradição de todos os anos", comenta, sorridente.

O pescador George Gomes, morador de Atalaia, reforça a importância do Centro Pesqueiro de Jaraguá como referência regional. Para ele, a diversidade de produtos justifica o deslocamento anual até Maceió para as compras. "Lá onde eu moro não tem essa diversidade. É mais tilápia e pescada. Aqui já tem de tudo", explica.

Mesmo enfrentando problemas de saúde, George faz questão de manter o traje. "É coisa de família. A gente foi criada assim e hoje passa isso para os mais novos. Semana Santa é comida de peixe, não pode faltar. Esse ano está mais difícil, porque estou acidentado, mas a gente vem. Procurar cioba, sirigado, camarão. O importante é não deixar a tradição morrer", reforça.

O aumento da demanda neste período contribui diretamente para a geração de renda de comerciantes, pescadores e trabalhadores informais, fortalecendo a economia local. Além disso, reforçamos a importância cultural da Semana Santa, preservada por meio dos hábitos alimentares e dos encontros familiares.

A expectativa dos vendedores é que o movimento seja intenso até o fim do feriado, consolidando o período como um dos mais relevantes para o setor pesqueiro da capital alagoana.