ECONOMIA GLOBAL

Dirigente do Fed alerta para riscos persistentes mesmo com possível fim rápido de conflito com Irã

Alberto Musalem, do Fed de St. Louis, destaca que impactos econômicos da guerra podem durar além do término do conflito, mantendo prêmios de risco nos mercados.

Publicado em 01/04/2026 às 13:24
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Federal Reserve (Fed) de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou que os efeitos econômicos do conflito com o Irã podem persistir, mesmo que haja uma resolução rápida, exigindo atenção adicional do banco central.

Durante uma sessão de perguntas e respostas em evento, Musalem destacou que, ainda que a guerra termine em duas semanas, como sugeriu o presidente dos EUA, Donald Trump, os mercados devem continuar observando "prêmios de risco persistentes".

Segundo o dirigente, o foco da autoridade monetária estará nos "ecos" do conflito tanto na economia quanto nos ativos financeiros, reforçando que choques geopolíticos podem gerar impactos duradouros.

Musalem ressaltou que a normalização após o conflito não será imediata. "Levará algum tempo para restabelecer a infraestrutura danificada", afirmou, destacando que isso pode manter pressão sobre cadeias de suprimentos e preços de energia.

Além disso, o dirigente abordou a estratégia de redução do balanço do Fed, explicando que o processo pode ocorrer tanto pela diminuição da oferta quanto pela redução da demanda por reservas. Para ele, "tomar medidas para reduzir a demanda por reservas do sistema financeiro seria uma forma mais suave" de conduzir esse ajuste.

Musalem também reforçou os limites da atuação do banco central, afirmando que o mandato do Fed não inclui facilitar o financiamento do governo. "Nosso mandato não é financiar o déficit a uma taxa mais baixa", enfatizou.