Bolsas europeias registram forte alta com expectativa de trégua no Oriente Médio
Índices sobem após rumores de cessar-fogo e negociações entre EUA e Irã; setor energético recua com queda do petróleo.
As bolsas europeias fecharam em forte alta nesta quarta-feira, 1º de abril, impulsionadas por expectativas crescentes de que a guerra no Oriente Médio possa estar se aproximando do fim. O movimento foi reforçado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã teria solicitado um cessar-fogo.
Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,85%, encerrando aos 10.364,79 pontos. Frankfurt registrou alta de 2,62% no DAX, que fechou a 23.275,17 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 2,10%, atingindo 7.981,27 pontos. O FTSE MIB, de Milão, teve valorização de 3,17%, chegando a 45.714,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 avançou 3,07%, a 17.572,40 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,84%, fechando em 9.299,86 pontos. Os dados são preliminares.
O índice pan-europeu Stoxx 600 apresentou alta de 2,34%, alcançando 597,49 pontos, após registrar em março a maior queda mensal desde 2022.
Donald Trump afirmou nesta manhã que o Irão teria solicitado um acordo de cessar-fogo, mas que os Estados Unidos condicionaram qualquer decisão à reabertura do Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito regional. O governo iraniano, porém, negou ter feito tal pedido, ressaltando que Ormuz segue sob controle de Teerã. Fontes do governo americano disseram ao site Axios que as negociações estão começando, mas ainda não há claro sobre um possível acordo.
Segundo o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, as interrupções no abastecimento de petróleo do Oriente Médio devem aumentar em abril e já começaram a impactar a economia europeia, devido à redução significativa dos suprimentos provocados pelo fechamento do estreito.
Em sintonia com a queda do preço do petróleo, as ações do setor energético europeu recuaram no pregão, com o subíndice do Stoxx 600 caindo 2,5%. Por outro lado, papéis de bancos (+4,3%), tecnologia (+3,7%) e recursos básicos (+2,8%), que vieram sendo penalizados pela fuga de ativos de risco, registraram altas expressivas.
No cenário macroeconômico, o PMI industrial da zona do euro superou as estimativas iniciais da S&P Global, atingindo o maior patamar em quase quatro anos. Já o indicador do Reino Unido ficou abaixo da prévia divulgada.