Nasa lança missão à Lua após 54 anos: entenda a importância científica
Artemis II marca retorno dos EUA à Lua, com tripulação inédita e foco em avanços tecnológicos e exploração de Marte.
Cinquenta e quatro anos após o último pouso tripulado na Lua, os Estados Unidos se preparam para repetir um feito histórico que marcou a corrida espacial. Desta vez, os planos vão além: a meta é terrestre novamente no satélite até 2028 e, a partir daí, investiu na exploração de outros planetas, começando por Marte.
O lançamento da missão Artemis II , da Nasa, está agendado para esta quarta-feira, 1º, com decolagem prevista para as 19h24 (horário de Brasília), a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Flórida (EUA).
Esta missão histórica terá duração de dez dias e transporte de quatro astronautas para um sobrevoo ao redor da Lua. A tripulação é formada pelos norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen.
Pela primeira vez, uma mulher, um homem negro e um cidadão não americano participa de uma missão lunar. O objetivo principal é testar sistemas essenciais para um futuro pouso tripulado no satélite.
Em entrevista à Rádio Eldorado, direto do complexo da Nasa na Flórida, o especialista em Astronáutica Pedro Pallotta, do Canal Space Orbit, ressaltou a importância científica da missão, que tem custo estimado em US$ 4 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões). "Apenas estando lá, podemos entender detalhes do solo, da água, da formação da Lua e desenvolver tecnologias para viver no espaço. A corrida espacial da Guerra Fria foi fundamental, apesar das intensas geopolíticas, para o avanço de tecnologias que usamos hoje, como o GPS. Sempre que há disputa para conquistar novos territórios no universo, a tecnologia avança rapidamente e traz benefícios para a vida na Terra", afirmou.