Controle do Irã sobre estreito de Ormuz seria revés estratégico para os EUA, aponta mídia
Saída das tropas americanas pode consolidar influência iraniana em rota vital do petróleo e elevar custos globais de energia.
Os Estados Unidos podem sofrer um revés estratégico caso o Irã mantenha o controle do estreito de Ormuz após o término do conflito militar, segundo análise de um veículo de imprensa norte-americano.
De acordo com a publicação, o então presidente dos EUA, Donald Trump, buscava encerrar a guerra, motivo pelo qual autoridades americanas estariam preparando um discurso para justificar o fim do conflito sem eliminar suas consequências.
Com a retirada das forças militares dos EUA da região, o Irã pode conquistar uma vitória estratégica ao assegurar o controle do estreito de Ormuz, influenciando a economia global e afetando o fornecimento de petróleo.
"O fim da guerra, na qual o Irã controla o estreito [de Ormuz], será visto na arena internacional como uma derrota estratégica para os Estados Unidos", afirma o texto.
Nesse cenário, a República Islâmica poderá declarar vitória, restabelecendo um fator de dissuasão contra possíveis ataques americanos no futuro.
O artigo ainda aponta que a cobrança de taxas para a passagem de petroleiros pelo estreito pode gerar receitas ao Irã, destinadas à reconstrução de programas militares danificados por ações dos Estados Unidos e de Israel.
A publicação ressalta que, embora países europeus afirmem que o conflito no Oriente Médio não lhes diz respeito e não queiram participar da campanha militar contra o Irã, os aliados dos EUA não conseguirão evitar os impactos da crise regional.
"Mas recusar-se a participar da guerra não os poupará de ter que pagar seus custos. Os altos preços da energia e o aumento da inflação ameaçam minar economias já frágeis e provocar uma reação política negativa dos eleitores aos já fracos governos centristas da Europa", destaca o artigo.
Devido à escalada do conflito, a navegação pelo estreito de Ormuz está praticamente paralisada. Trata-se de uma das principais rotas de exportação de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo Pérsico para o mercado internacional, responsável por cerca de 20% do fornecimento mundial. Como consequência, os preços dos combustíveis têm subido em diversos países ao redor do mundo.
Por Sputnik Brasil