Cinco dicas para escolas reduzir custos com inadimplência de 20% e mensalidades acima de 9%
Reescola reúne práticas para escolas enfrentarem alta de custos, inadimplência e pressão por resultados com mais eficiência, sustentabilidade e inteligência na gestão
São Paulo, março de 2026 - Em um cenário de inadimplência elevada, custos operacionais crescentes e pressão por melhores resultados pedagógicos, o futuro da educação exige um olhar mais estratégico sobre gestão e uso inteligente de recursos. Atenta a esse movimento, a Reescola, primeira empresa da América Latina especializada na reindustrialização de mobiliário escolar, reuniu cinco práticas para instituições de ensino que desejam inovar com eficiência, responsabilidade orçamentária e compromisso ambiental.
Os números reforçam o contexto: levantamento do Grupo Rabbit com 308 escolas particulares apontou reajuste médio de 9,8% nas mensalidades para 2026, enquanto o Relatório Focus do Banco Central projeta IPCA de 4,10% para o ano. Ao mesmo tempo, dados da Sponte, repercutidos pela Agenda Edu, mostram que a inadimplência média das escolas brasileiras chegou a 20,36% em 2024. A estrutura de custos também pressiona: segundo a ABMES, a folha de pagamento representa entre 52% e 54% da receita de instituições equilibradas, podendo chegar a 60% a 65% nas que enfrentam dificuldades.
Para Laura Camargos, CEO da Reescola, a inovação no setor vai além da sala de aula. “O futuro da educação não será definido apenas por novas ferramentas pedagógicas, mas pela capacidade das instituições de ensinar melhor usando seus recursos com inteligência. Inovar hoje significa reduzir desperdícios, melhorar processos e tomar decisões sustentáveis dentro e fora da sala de aula”, afirma.
Tecnologias como inteligência artificial, automação administrativa e análise de dados ganham espaço ao lado de soluções de economia circular, mostrando que eficiência financeira e sustentabilidade podem caminhar juntas. Confira as cinco recomendações da Reescola:
1. Use a inteligência artificial como apoio ao ensino
IA deve servir ao processo pedagógico, personalizando percursos de aprendizagem, identificando lacunas de desempenho e tornando o ensino mais responsivo. O objetivo não é substituir professores, mas liberar tempo para que o trabalho humano se concentre no que mais importa: 'mediação, vínculo e formação crítica', destaca Laura Camargos.
2. Integre gestão e qualidade educacional
Durante muito tempo, o setor educacional separou pedagogia e operação como se fossem esferas independentes. Na prática, não são. 'Escola que compra mal, desperdiça energia, controla mal estoques, integra pouco suas informações e demora a reagir a gargalos compromete sua própria capacidade de investir em professores, permanência estudantil e inovação', observa Camargos. Uma gestão mais eficiente fortalece, e não enfraquece, o projeto pedagógico.
3. Invista em tecnologia para eficiência operacional
Ferramentas de gestão acadêmica, automação administrativa, integração financeira, monitoramento de consumo e inteligência de dados deixaram de ser acessórios. Hoje, são parte da base estrutural de instituições mais sustentáveis e preparadas para decisões rápidas e consistentes. Modernizar a operação interna é um passo essencial para reduzir desperdícios e melhorar a alocação de recursos em áreas estratégicas.
4. Reavalie a infraestrutura com lógica de economia circular
Nem toda inovação exige substituição integral de ativos. A economia circular aplicada ao ambiente escolar mostra que é possível prolongar a vida útil de materiais e reduzir custos sem abrir mão de qualidade. No caso do mobiliário, por exemplo, a reindustrialização permite reaproveitar estruturas e renovar componentes com padrão industrial, diminuindo a pressão ambiental e racionalizando investimentos.
5. Faça da sustentabilidade um critério de gestão, não apenas de discurso
A agenda ESG nas escolas não deve se resumir a ações pontuais ou promessas genéricas de inovação. 'Ela precisa aparecer em decisões concretas sobre orçamento, consumo, compras e manutenção de ativos', ressalta a especialista. Em tempos de restrição fiscal e maior cobrança por resultados, fazer mais com menos deixou de ser apenas resposta a crises e passou a ser sinal de maturidade institucional.
A Reescola aplica essas práticas ao transformar móveis usados em produtos padronizados com tecnologia própria. Até hoje, a empresa já atendeu mais de 200 escolas públicas e privadas, comercializou mais de 3.500 móveis e gerou mais de R$ 2 milhões em economia direta para o setor. “Escolas que integrarem tecnologia no ensino, inteligência na gestão e sustentabilidade na infraestrutura estarão preparadas para o futuro, sem perder de vista sua missão central”, conclui Laura Camargos.