Ataque aéreo israelense em Beirute mata pelo menos sete e fere dezenas
Bombardeios atingem áreas civis e militares na capital libanesa; Israel promete intensificar operações contra o Hezbollah
Um ataque aéreo israelense atingiu a região de Jnah, em Beirute, nesta terça-feira (31), deixando pelo menos cinco mortos e 21 feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que o alvo era um comandante sênior do Hezbollah. Já o Ministério da Saúde libanês relatou que sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um ataque a um veículo na região de Khaldah, ao sul da capital.
Horas antes, outro bombardeio israelense atingiu um edifício residencial na principal via que liga o aeroporto de Beirute ao sul do país. A estrada, uma das mais movimentadas da região, fica a cerca de 4 km do centro da cidade e recebe intenso fluxo de veículos diariamente.
O governo israelense anunciou que pretende destruir todas as casas em vilarejos libaneses próximos à fronteira e impedir o retorno das 600 mil pessoas deslocadas até que o norte de Israel seja considerado seguro.
De acordo com a agência Reuters, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que a operação no sul do Líbano seguirá o "modelo Gaza", prometendo devastação semelhante à observada em Rafah e Beit Hanoun.
Katz afirmou ainda que Israel busca estabelecer uma zona tampão na região após o conflito com o Hezbollah, mantendo controle militar sobre toda a faixa até o rio Litani. A proposta consolidaria a presença israelense em cerca de 10% do território libanês, área estratégica que separa o Hezbollah da fronteira israelense.
A ofensiva foi desencadeada após o Hezbollah abrir fogo em apoio ao Irã, ampliando o conflito regional liderado por EUA e Israel para o território libanês.
As FDI já haviam ordenado a evacuação de amplas áreas do sul do Líbano, dos subúrbios de Beirute controlados pelo Hezbollah e de redutos do grupo no leste do país. Katz reforçou que Israel destruirá armas, infraestrutura e combatentes de elite do Hezbollah, impedindo o retorno de civis ao sul do Litani até que a segurança israelense seja restabelecida.
O porta-voz militar israelense informou que o Hezbollah lançou quase 5 mil drones, foguetes e mísseis contra Israel desde o início do conflito. Em resposta, Israel intensificou ataques a alvos do grupo nos subúrbios ao sul de Beirute, alegando atingir infraestrutura militar.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, 1.247 pessoas já morreram em decorrência dos ataques israelenses, incluindo 124 crianças e 52 profissionais de saúde.
Fontes citadas pela Reuters estimam mais de 400 combatentes do Hezbollah mortos. Do lado israelense, as Forças Armadas relatam a morte de dez soldados em confrontos com o grupo.
Este é o segundo grande confronto entre Israel e Hezbollah em 2024. No conflito anterior, Israel matou o então líder do grupo, Hassan Nasrallah, e milhares de combatentes, enfraquecendo temporariamente a capacidade militar do Hezbollah.
Por Sputnik Brasil