Número de tropas dos EUA no Oriente Médio ultrapassa 50 mil, aponta mídia
Aumento do contingente ocorre após anúncio de operação militar contra o Irã; especialistas avaliam que efetivo é insuficiente para ocupação em larga escala
O envio de tropas adicionais dos Estados Unidos ao Golfo, após o anúncio de uma operação militar contra o Irã, elevou o contingente militar norte-americano na região para mais de 50 mil soldados, segundo informações do jornal The New York Times.
De acordo com a publicação, a chegada de 2.500 fuzileiros navais e outros 2.500 marinheiros mantêm o número de militares dos EUA na região em cerca de 10 mil acima do habitual.
“Habitualmente, há cerca de 40 mil militares em bases e navios na região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Iraque, Síria, Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, em qualquer momento. Mas, depois que Trump lançou uma guerra com o Irã, seu número ultrapassou 50 mil”, diz a reportagem.
O jornal destaca ainda que as tropas paraquedistas estão posicionadas ao alcance do Irã, embora o local exato não tenha sido divulgado. Presume-se que os soldados possam participar da captura da ilha de Kharg ou de outras operações conjuntas com os fuzileiros navais.
Apesar do reforço, os soldados militares afirmam que mesmo 50 mil seriam insuficientes para uma campanha de grande escala. O Irã possui território equivalente a quase um terço dos Estados Unidos continentais e população estimada em 93 milhões de pessoas. Analistas passaram praticamente inviáveis capturar e manter o país com o contingente atual.
No sábado, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA anunciou a chegada do navio de assalto anfíbio USS Tripoli ao Oriente Médio, transportando cerca de 3.500 marinheiros e fuzileiros navais, além de equipamentos militares.
A operação conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já dura um mês, período em que ambos os lados envolvem trocando ataques. A escalada do conflito resultou em quase total paralisação do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para a escoamento de petróleo e gás natural liquefeito dos países árabes.
Por Sputnik Brasil