DECISÃO JUDICIAL

Vice-presidente do TCU mantém leilão de capacidade, mas admite possível revisão

Jorge de Oliveira nega suspensão imediata do leilão, mas destaca que decisão pode ser revista caso surjam novos elementos.

Publicado em 20/03/2026 às 11:36
Sede do TCU em Brasília Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge de Oliveira, negou nesta sexta-feira (20) o pedido de medida cautelar para suspender o leilão de reserva de capacidade. O ministro, no entanto, ressaltou que a decisão poderá ser revista caso surjam novos elementos relevantes. No mesmo despacho, afirmou que a "viabilidade legal da futura adjudicação poderá ser objeto de controle por esta Corte".

A solicitação de suspensão havia sido feita pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). Segundo o ministro, "a interrupção do leilão neste momento, após a contratação de volume tão expressivo e altamente relevante para a segurança energética, traria riscos sistêmicos e institucionais superiores aos benefícios de uma suspensão baseada em análises ainda não exaurientes".

Jorge de Oliveira ainda ponderou que o cronograma oficial do certame prevê a adjudicação e a homologação dos lotes apenas para o dia 22 de maio de 2026. Até lá, o Tribunal poderá aprofundar o exame de mérito sobre as metodologias de preço e outros parâmetros do leilão.