COMBUSTÍVEIS

Renan Filho alerta: distribuidoras não devem usar isenção de impostos para ampliar lucros

Ministro dos Transportes defende que benefício fiscal ao diesel seja integralmente repassado ao consumidor, sem aumento de margens.

Publicado em 19/03/2026 às 17:41
O ministro dos Transportes, Renan Filho Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta quinta-feira (19) que as distribuidoras de combustíveis não podem utilizar a isenção de impostos federais sobre o diesel como pretexto para elevar suas margens de lucro. O governo federal zerou as alíquotas de impostos federais tanto na importação quanto na comercialização do combustível. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews.

Com a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o governo estima que o preço do diesel nas refinarias deve cair R$ 0,32 por litro. Além disso, foram concedidas subvenções ao combustível, somando mais R$ 0,32 por litro.

O governo aponta que há especulação de preços, agravada pelo conflito no Oriente Médio. Segundo Renan Filho, a produção interna está estável ou sem grandes oscilações, o que não justificaria aumentos diante do cenário internacional e da alta no preço do petróleo.

O ministro também destacou que o Brasil está mais preparado do que outros países e reforçou que não há risco de desabastecimento de combustíveis no mercado nacional.

Além das medidas para conter o aumento dos preços, o governo anunciou que pode cancelar temporariamente o registro de empresas que descumprirem a tabela de piso do frete no transporte rodoviário.

Essas ações ocorrem em meio à ameaça de greve por parte de representantes dos caminhoneiros, insatisfeitos com o aumento dos preços dos combustíveis.

Renan Filho enfatizou que as medidas têm como objetivo atender às reivindicações dos caminhoneiros, especialmente quanto à punição de empresas que não respeitam o piso do frete.